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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Curso online grátis para aprender a captar água da chuva em casa

Visando uma maior sustentabilidade do seu lar é muito interessante aproveitar a água da chuva, reduzindo os custos e ajudando o meio ambiente.
O programa Acessa SP, do governo de São Paulo, disponibiliza um curso online e gratuito que ensina como criar uma minicisterna doméstica. É preciso instalar um sistema em que seja possível captar, tratar e armazenar este líquido de forma segura.
O interessado aprende porque é importante captar água da chuva e como pode até ganhar dinheiro aprendendo a construir o sistema. Depois desta introdução, o curso ensina como realizar a limpeza do telhado e das calhas. Também indica como escolher o tipo de reservatório para cada necessidade e o local mais adequado para sua colocação. Essa fase de preparação é essencial para o sucesso do sistema.
Em seguida, a construção da minicisterna é ensinada em duas partes. Durante todo o processo há fotos, ilustrações e links que detalham o passo a passo. Em cinco lições, qualquer pessoa estará apta a construir seu próprio sistema de captação de água.
Para acessar o urso gratuito clique aqui.


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Canção de Fernando Worker para o povo e a natureza de Mariana - MG

O músico Fernando Worker fez uma canção em sua flauta pentatônica Peruana para ajudar o povo e toda a natureza que sofreu a tragédia ambiental na cidade de Mariana - MG.

Bela canção na flauta de Fernando Worker. Tocando com a alma.
Com mensagens de conscientização com relação a natureza.
Em apoio ao povo da cidade de Mariana.

A natureza agradece.
Se liga na mensagem.



segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Você conhece as piscinas biológicas ?

É um sistema em que é trocado o cloro por uma filtragem que utiliza micro-organismos e plantas. A área fica dividida  em duas partes: área de natação e área de plantas. A divisão é importante, principalmente, para o banhista não mergulhar entre as plantas, que podem conter insetos e girinos.

As plantas são responsáveis por produzirem biomassa, através da fotossíntese, que será consumida pelos micro-organismos. Estes, por sua vez, transformam a matéria orgânica em substâncias inorgânicas (dióxido de carbono, água e sais minerais - nitratos, fosfatos, sulfatos, entre outros) – que são necessárias para o crescimento das plantas e, consequentemente, forma um ciclo de trocas de matéria e energia o aspecto final é de um lago artificial.



As plantas utilizadas neste tipo de instalação são criadas em viveiros por empresas especializadas. As espécies vão purificar a água sempre que liberarem oxigênio, o que ocorre durante o processo de fotossíntese.

Para ter uma piscina deste tipo em casa é preciso contratar os serviços de uma empresa especializada em piscinas biológicas, o que ainda não é muito fácil de encontrar no Brasil. Outra desvantagem é o custo inicial elevado. Em compensação, o investimento para mantê-la é reduzido e o consumidor terá um ambiente totalmente natural e saudável, que não requer o uso de químicos ou cloro.


sábado, 17 de novembro de 2012

Baía de Guanabara não tem mais prazo para despoluição.



Vergonha, ainda mais sabendo que é uma parceria com o governo japonês ......






O governo do Estado do Rio de Janeiro não tem mais a obrigação de apresentar um cronograma de despoluição de Baía de Guanabara no prazo de dois anos. A sentença é do Juiz Ricardo Starling Barcellos, da 13° Vara de Fazenda Pública do Rio, que arquivou o processo que concebia a obrigação.

A decisão do Juiz sustenta que ações estão sendo tomadas e ressalta que “não desobriga o Estado e a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto) de continuar atuando de forma eficiente na despoluição” do local.

“Muita coisa foi feita e muita coisa foi malfeita. É verdade que estão retomando as obras, mas ainda falta muito”, disse Dora Negreiros, presidente do Instituto Baía de Guanabara, a “O Globo.”

O programa de despoluição da Baía de Guanabara criado em 1992 já gastou US$ 1 bilhão em recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e da Agência de Cooperação Internacional do Japão e do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Estava prevista a instalação de redes coletoras domiciliares e estações de tratamento, mas o projeto ainda está inacabado.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

FENASAN - XXIII Feira Naconal de Saneamento e Meio Ambiente




Vamos lá pessoal ainda da tempo, acontece em São paulo entre 06 e 08 de Agosto no pavilhão Branco do Expo Center Norte a FENASAN - XXIII Feira Naconal de Saneamento e Meio Ambiente.

Promovida há 23 anos consecutivos pela AESabesp - Associação dos Engenheiros da
Sabesp,  a Fenasan - Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente é hoje 
consolidada e reconhecida como uma das mais importantes feiras do setor de 
saneamento realizadas no Brasil e no exterior. E em caráter simultâneo com o 
Encontro Técnico da AESabesp – Congresso Nacional de Saneamento e Meio Ambiente 
é considerada como o maior evento do setor na América Latina.

Entre visitantes da Feira e congressistas do Encontro/Congresso, o evento recebe em 
torno de 10.000 pessoas em cada edição anual. Seu público é formado por 
executivos, técnicos, empresários, estudantes, gestores e pesquisadores de órgãos 
públicos e privados, acadêmicos e demais interessados no avanço da aplicação 
dos conhecimentos em saneamento ambiental, resultando numa das visitações mais 
qualificadas das realizações do setor.

A Fenasan tem como objetivos principais o fomento e a difusão da tecnologia empregada 
no setor de saneamento ambiental, bem como a troca de informações, a demonstração 
de produtos e o desenvolvimento tecnológico de sistemas empregados no tratamento 
e abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem das águas pluviais, 
análises laboratoriais, adução e abastecimento e sistemas de coleta, e disposição 
final e manejo de resíduos sólidos, reunindo os principais fabricantes e 
fornecedores de materiais e serviços para o setor de saneamento e de segmentos 
correlatos.

As ações socioambientais também são prioritárias na constituição desse evento. A 
AESabesp é integrada ao MDL (Mecanismo do Desenvolvimento Limpo), estipulado no 
Tratado de Quioto, e incentiva a diminuição dos impactos socioambientais, com um 
programa próprio de neutralização de carbono. 

Ao final de cada edição, é feita premiação de entrega do Troféu AESabesp, com base
nos conceitos:

Destaque Sustentabilidade
Melhor Estande
Inovação Tecnológica
Atendimento Técnico
Destaque AESabesp na Fenasan
Destaque AESabesp no Encontro Técnico

Desde 2010 o evento vem adquirindo projeção internacional e contou com a adesão e o 
apoio cada vez mais significativo de diversas entidades e empresas de todo o mundo. 
A participação e a visitação de outros países, como Alemanha, Argentina, Chile, China, 

Estados Unidos, Holanda, Índia, Israel, Itália,  México e Portugal, tem sido uma constante,
 com o aumento de demanda a cada edição.

As mais recentes edições da Fenasan mostram o crescimento do saneamento 
nacional, a confiança dos expoentes do mercado de saneamento em sua potencialização, 
bem como o interesse das empresas em investir, participar e criar parcerias.


Para maiores informações:   http://www.fenasan.com.br/


domingo, 28 de março de 2010

Valorize a água

É galera, é mais uma questão daquelas que só damos valor quando nos faz falta, precisamos ter essa consciência e acabar com o desperdício porque´a água é um bem precioso e que aqui no Brasil não damos o devido valor por ter ela em abundância.

Em alguns lugares ela já não existe mais...

Realidade.




Delhi - India. Todos querem apenas um pouco de água...























Dois sudaneses bebem água do pântanos com tubos plásticos, especialmente concebidos para este fim, com filtro para filtrar as larvas flutuantes responsáveis pela enfermidade da lombriga de Guiné.
O programa distribuiu milhões de tubos e já conseguiu reduzir em 70% esta enfermidade debilitante.




Os glaciais que abastecem a Europa de água potável perderam mais da metade do seu volume
no século passado. Na foto, trabalhadores da estação de esquí do glacial de Pitztal, na Austria, cobrem o glacial com uma manta especial para proteger a neve e retardar seu derretimento durante os meses de verão...

As águas do delta do rio Niger são usadas para defecar, tomar banho, pescar e despejar o lixo.



Água suja em torneiras residenciais, devido ao avanço indiscriminado do desenvolvimento.



Aldeões na ilha de Coronilla, Kenya, cavam poço profundos em busca do precioso líquido, a apenas 300 metros do mar. A água é salobra.

Aquele que foi o quarto maior lago do mundo,agora é um cemitério poeirento de embarcações que nunca mais zarparão...




VALORIZE A ÁGUA! EM ALGUNS LUGARES ELA  JÁ NÃO EXISTE MAIS...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Rio Eufrates sofre há dois anos com seca e poderá desaparecer do Iraque

Por todos os pântanos, os coletores de junco, pisando em terra por onde antes flutuavam, gritavam para os visitantes em um barco de passagem.”Maaku mai!” eles gritavam, erguendo suas foices enferrujadas. “Não há água!”




























Menino ajoelha-se na lama que restou do rio Eufrates perto da aldeia de Jubaish, no Iraque. Foto de Moises Saman/The New York Times


O Eufrates está secando. Estrangulado pelas políticas de água dos vizinhos do Iraque, a Turquia e a Síria; dois anos de seca e anos de uso inadequado pelo Iraque e seus agricultores, o rio está significativamente menor do que há apenas poucos anos. Algumas autoridades temem que em breve poderá ser a metade do que era. Reportagem de Campbell Robertson, em Jubaish (Iraque), no The New York Times.

O encolhimento do Eufrates, um rio tão crucial para o nascimento da civilização que o Livro do Apocalipse profetizou sua seca como um sinal do final dos tempos, tem dizimado as fazendas ao longo de suas margens, tem deixado pescadores empobrecidos e esvaziado as cidades à beira do rio, à medida que os agricultores fogem para cidades maiores à procura de trabalho.


Os pobres sofrem mais agudamente, mas todos os estratos sociais estão sentindo os efeitos: xeques, diplomatas e até membros do Parlamento que se retiram para suas fazendas após semanas em Bagdá.


Ao longo do rio, os campos de arroz e trigo se transformaram em terra árida. Os canais encolheram para ribeirões rasos e os barcos de pesca ficam encalhados na terra seca. Bombas que visavam alimentar as usinas de tratamento de água balançam inutilmente sobre poças marrons.

“Os velhos dizem que é o pior de que se recordam”, disse Sayd Diyia, um pescador de 34 anos de Hindiya, sentado em um café à beira do rio cheio de colegas ociosos. “Eu estou dependendo das graças de Deus.”


A seca é grande por todo o Iraque. A área cultivada com trigo e cevada no norte alimentado pela chuva caiu cerca de 95% do habitual, e os pomares de tâmaras e laranjas do leste estão ressecados. Por dois anos as chuvas estão muito abaixo do normal, deixando reservatórios secos. As autoridades americanas preveem que a produção de trigo e cevada será pouco mais da metade daquela de dois anos atrás.


É uma crise que ameaça as raízes da identidade do Iraque, não apenas como a terra entre dois rios, mas como uma nação que já foi a maior exportadora de tâmaras do mundo, que antes fornecia cevada para a cerveja alemã e que tem orgulho patriótico de seu caro arroz âmbar.

Agora o Iraque está importando mais e mais grãos. Os produtores rurais ao longo do Eufrates dizem, com raiva e desespero, que terão que abandonar o arroz âmbar por variedades mais baratas.


As secas não são raras no Iraque, apesar das autoridades dizerem que nos últimos anos estão ocorrendo com maior frequência. Mas a seca é apenas parte do que está sufocando o Eufrates e seu irmão gêmeo maior e mais saudável, o Tigre.

Os culpados citados com maior frequência são os governos turco e sírio. O Iraque tem muita água, mas é um país que está corrente abaixo. Há pelo menos sete represas no Eufrates na Turquia e na Síria, segundo as autoridades de água iraquianas, e sem nenhum tratado ou acordo, o governo iraquiano fica reduzido a implorar por água junto aos seus vizinhos.


Em uma conferência em Bagdá -na qual os participantes beberam água engarrafada da Arábia Saudita, um país com uma fração da água doce do Iraque- as autoridades falavam em desastre.

“Nós temos uma sede real no Iraque”, disse Ali Baban, o ministro do Planejamento. “Nossa agricultura vai morrer, nossas cidades vão definhar e nenhum Estado pode ficar quieto em uma situação dessas.”


Recentemente, o ministério da água anunciou que a Turquia dobrou o fluxo de água para o Eufrates, salvando o período de plantio de arroz em algumas áreas.

A medida aumentou o fluxo de água em cerca de 60% de sua média, apenas o suficiente para atender metade das necessidades de irrigação para a estação de arroz. Apesar da Turquia ter concordado em manter o fluxo e até aumentá-lo, não há compromisso que exija que o país o faça.


Com o Eufrates exibindo poucos sinais de melhora da saúde, a amargura em torno da água do Iraque ameaça se transformar em fonte de tensão por meses, ou até mesmo anos, entre o Iraque e seus vizinhos. Muitas autoridades americanas, turcas e até mesmo iraquianas, desdenhando as acusações como postura de ano eleitoral, disseram que o problema real está nas deploráveis políticas de gestão de águas do próprio Iraque.

“Costumava haver água por toda a parte”, disse Abduredha Joda, 40 anos, sentando em sua choupana de junco em um terreno seco e rochoso fora de Karbala. Joda, que descreve sua situação difícil com um sorriso cansado, cresceu perto de Basra, mas fugiu para Bagdá quando Saddam Hussein drenou os grandes pântanos do sul do Iraque em retaliação pelo levante xiita de 1991. Ele chegou a Karbala em 2004 para pescar e criar búfalos d’água nos ricos alagadiços que o lembravam de seu lar. “Neste ano é apenas um deserto”, ele disse.


Ao longo do rio, não há falta de ressentimento em relação aos turcos e sírios. Mas também há ressentimento contra os americanos, curdos, iranianos e o governo iraquiano, todos eles responsabilizados. A escassez transforma todos em inimigos.


As áreas sunitas rio acima parecem ter água suficiente, observou Joda, um comentário cheio de implicações.


As autoridades dizem que nada melhorará se o Iraque não tratar seriamente de suas próprias políticas de água e de sua história de má gestão de águas. Canais que vazam e práticas de irrigação perdulárias desperdiçam água, e a má drenagem deixa os campos tão salgados com a evaporação da água que mulheres e crianças escavam imensos montes brancos das piscinas de água de rolamento.

Em uma manhã escaldante em Diwaniya, Bashia Mohammed, 60 anos, trabalhava em uma piscina de drenagem ao lado da estrada colhendo sal, a única fonte de renda de sua família, agora que sua plantação de arroz secou. Mas a fazenda morta não era a crise real.


“Não há água do rio para bebermos”, ela disse, se referindo ao canal que flui do Eufrates. “Agora está totalmente seco e contém água de esgoto. Eles cavam poços, mas às vezes a água simplesmente é cortada e temos que beber do rio. Todos meus filhos estão doentes por causa da água.”


No sudeste, onde o Eufrates se aproxima do fim de sua jornada de 2.784 quilômetros e se mistura com as águas menos salgadas do Tigre antes de desaguar no Golfo Pérsico, a situação é grave. Os pântanos de lá, que foram intencionalmente reinundados em 2003, resgatando a cultura antiga dos árabes do pântano, estão secando novamente. Os carneiros pastam em terras no meio do rio.


Os produtores rurais, coletores de junco e criadores de búfalos continuam trabalhando, mas dizem que não poderão continuar se a água permanecer assim.


“O próximo inverno será a última chance”, disse Hashem Hilead Shehi, um agricultor de 73 anos que vive em uma aldeia seca a oeste dos pântanos. “Se não conseguirmos plantar, então todas as famílias terão que partir.”


Amir A. al-Obeidi, Mohammed Hussein e Abeer Mohammed contribuíram com reportagem.


Tradução: George El Khouri Andolfato


Reportagem [Iraq Suffers as the Euphrates River Dwindles]do The New York Times.