segunda-feira, 19 de julho de 2010

A praga dos pesticidas - sua saúde vale muito.

-->

Pessoal, um texto muito bom enviado por uma amiga, é parte de um capítulo do Spiritual Nutrition.

Vamos apoiar essa causa.


A Praga dos Pesticidas



Vocês acham que algo que precise de tantas precauções pode fazer bem para a saúde ???


Atualmente mais de 20% dos pesticidas registrados nos Estados Unidos estão relacionados ao câncer, defeitos de nascimento, danos de desenvolvimento e também do sistema nervoso central.


Vamos compreender que os pesticidas foram feitos para matar criaturas vivas, e nós, seres humanos, somos criaturas vivas. O movimento da agricultura orgânica é um dos elementos mais importantes que temos para começar a retificar a destruição dos nossos solos, a taxa muito alta de câncer em crianças e adultos e o envenenamento literal do planeta. As únicas pessoas que se beneficiam dessa poluição são as corporações, que lucram diretamente da venda de produtos químicos, e indiretamente do sofrimento dos outros.


Algumas pesquisas mostraram que quando crianças são postas em uma dieta orgânica, há um índice de cura de 50% da hiperatividade, sem fazer mais nada. Isso não é surpreendente, pois a maioria dos pesticidas e herbicidas são neurotoxinas, e os sistemas nervosos em desenvolvimento são mais vulneráveis aos venenosque afetam o sistema nervoso e cerebral. Mais de 12.000 crianças nos Estados Unidos são diagnosticadas com câncer todos os anos. O câncer é hoje a segunda causa principal de morte, depois do suicídio, em crianças abaixo dos 15 anos. Não se ouvia falar de índices elevados de câncer em crianças antes da era dos pesticidas, herbicidas e alimentos geneticamente modificados.

Um dos efeitos mais significantes de uma dieta vegana orgânica é o seu incrível benefício à saúde e o fato de parar o envenenamento crônico devido à ingestão de pesticidas. A não ser que comamos vegetais e frutas orgânicas, estamos continuamente expostos aos pesticidas. Um dos mais importantes efeitos patológicos destas toxinas, além de incitar o câncer, são os níveis variantes de neurotoxicidade do cérebro e do resto do sistema nervoso. Estes têm sintomas mais sutis, assim como o enfraquecimento do funcionamento e da claridade mental, concentração fraca e, o autor acredita, hiperatividade e Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA). Algumas pesquisas recentes têm associado um índice mais elevado da doença de Parkinson, uma doença do sistema nervoso, àquelas pessoas que têm um histórico de exposição a pesticidas mais elevado, portanto, temos realmente uma evidência muito sugestiva de que o uso de pesticidas e herbicidas realmente afeta nossas funções mentais e a fisiologia cerebral, incluído o aumento de incidência de Parkinson. Isso não é exatamente uma surpresa quando você percebe que os pesticidas são estruturados da mesma forma que as neurotoxinas. Será que nos surpreende pensar que somos biologicamente similares às pestes que estamos tentando eliminar? Nossos sistemas nervosos são mais sofisticados e podem levar mais tempo para envenenarem-se, mas ainda assim o mesmo acontece.

Os cientistas podem fingir e discernir níveis “seguros” para um produto químico específico, mas de fato não há níveis “seguros”. Certas categorias de produtos químicos perigosos, como aqueles que causam câncer e rompem o sistema nervoso e a função hormonal, precisam ser imediatamente descontinuados se quisermos sobreviver como uma espécie.

A observação incrível é que os pesticidas não alcançam o seu propósito designado, no entanto, nós ainda estamos dispostos a arriscar nossas vidas para usá-los. O Dr. David Pimentel, da Universidade Cornell, um entomologista e um dos principais especialistas em agricultura do mundo, estima que mais de 500 espécies de insetos sejam atualmente resistentes a pesticidas. Não é por acaso que o número de plantações destruídas por insetos quase dobrou durante os últimos 40 anos, apesar do aumento de quase 10 vezes na quantidade da toxicidade dos inseticidas.


Mesmo na relação custo-benefício versus saúde, o uso de pesticidas fica no lado negativo das contas. De acordo com o Dr. Pimentel, os pesticidas custam para a nação 8 bilhões de dólares anualmente em gastos de saúde pública, isso sem mencionar as perdas imensuráveis em descontaminação da água, do solo, a morte dos peixes, pássaros e animais domésticos.

Em resumo, os pesticidas podem afetar todos os organismos vivos. Os humanos não são exceção. Os efeitos mais prejudiciais dos pesticidas, herbicidas e fungicidas incluem: câncer, distúrbios do sistema nervoso, defeitos de nascença, alterações do ADN; problemas de fígado, rins, pulmões e sistema reprodutor; e uma ruptura geral dos ciclos ecológicos no planeta. O uso de pesticidas é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. O uso de pesticidas não apenas leva a doenças, mas diretamente destrói a força vital do solo. Ele reflete uma consciência que está completamente fora de contato com as leis da Natureza.






Proteção Contra a Quimicalização do Alimento









Nós temos o poder de nos recusarmos a consumir o que é prejudicial para a nossa saúde e para o planeta. Como há muito pouco real controle e monitoramento pelo Governo dos Estados Unidos ou pelas Indústrias Químicas, a responsabilidade pela nossa saúde está conosco, como sempre esteve. Vamos colocar o nosso dinheiro onde as nossas bocas estão. Compre produtos orgânicos sempre que possível.


Comprando produtos orgânicos não apenas ajudamos a evitar o envenenamento por pesticidas, mas também apoiamos os fazendeiros orgânicos que estão reconstruindo o solo. Quanto mais fazendeiros orgânicos existirem, mais barato pagaremos pelos produtos orgânicos. De acordo com um estudo da Universidade Tufts, os produtos orgânicos têm aproximadamente 88% a mais de nutrientes do que os hortifrutis plantados comercialmente. Outro estudo sugere que os alimentos orgânicos têm uma porcentagem ainda mais elevada de nutrientes do que os alimentos plantados comercialmente. Isto significa que ao comprarmos verduras e frutas orgânicas, nós realmente obtemos mais pelo nosso dinheiro e para a nossa saúde.


A boa notícia é que muitas pessoas estão atentas a isso. O total de produtos orgânicos vendidos cresceu em uma razão de 20% ao ano nos últimos anos, e muitos supermercados hoje em dia estocam produtos orgânicos. Por favor, apóie esta mudança positiva nos supermercados e compre alimentos orgânicos.
-->

domingo, 13 de junho de 2010

Religião x Espiritualidade


-->

Olá,



Um texto muito interessante, que fala um pouco sobre a verdade da espiritualidade e a estupidez que rola por trás das religiões, chegou até mim como sendo de um pastor evangélico, eu acho difícil um pastor evangélico pensar assim, mais se for verdade é o único que eu vi até agora que conseguiu chegar a uma conclusão verdadeira.






Numa visita ao Lar Espírita Mensageiros da Luz, que cuida de crianças com deficiência cerebral para entregar ovos de Páscoa. Uma parte dos atletas, jogadores dos Santos, entre eles, Robinho, Neymar, Ganso e Fabio Costa, se recusou a entrar na entidade e preferiu ficar dentro do ônibus do clube, sob a alegação que são evangélicos.


Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles.


O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.


A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.


Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo, ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião.


Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.


O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai. E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixam de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.


Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.


Os valores espirituais agregam pessoas, aproximam os diferentes, fazem com que os discordantes no mundo das crenças se deem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.


Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina - ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia cerebral.

Texto de autoria do pastor evangélico René Kivitz
-->

segunda-feira, 24 de maio de 2010

MERCADO DE TRABALHO VERDE CRESCE NO BRASIL


Setor tem salários entre R$ 4 e R$ 15 mil.
Universidade públicas e particulares apostam em cursos na área de gestão e ciências ambientais.


O mercado está de olho em profissionais engajados com a questão do meio ambiente. O reflexo disso é a oferta de cursos ligados a este mercado em crescimento. Universidades públicas e privadas apostam em novos cursos para preparar os profissionais do futuro. Os salários variam entre R$ 4 e 15 mil. “O setor está em alta e tem muito emprego, porém é bem exigente. É preciso preparação e muita dedicação”, afirma Alcir Vilela, coordenador da área de Meio Ambiente do Centro Universitário Senac.


Intermediar conflitos, analisar, propor soluções e atuar como remediador ambiental são atividades rotineiras dos profissionais verdes. Segundo o prfessor, a área passa por um processo de solidificação e expansão e novas demandas chegam às empresas, governos e ONGs no Brasil e no mundo. “Busca-se cada vez mais mão de obra especializada e preparada para atuar nas áreas de gestão e ciências ambientais.. Além da qualificação universitária, o profissional precisa ser proativo, saber negociar e trabalhar em grupo”, afirma Vilela.


O Senac oferece cursos superiores de engenharia ambiental, além de diversas pós-graduações.




DICAS


O professor Alcir Vilela, do centro universitário Senac, dá as principais dicas sobre a profissão.


1 – Gostar muito do assunto: “Não adianta seguir a carreira porque está na moda. Tem de ser engajado com as questões ambientais”.


2 – Trabalhar em equipe: “Ter jogo de cintura para lidar com profissionais de diversas áreas. Saber administrar expectativas e conflitos é essencial neste setor.”


3 – Qualificação: “Uma formação consistente faz a diferença. O mercado está aquecido, mas só quem estiver preparado consegue uma boa posição.”




70% dos alunos formados em 2009 no curso superior de engenharia ambiental do Senac já estão empregados.




Unifesp tem curso ambiental


A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) iniciou neste ano o curso de Ciência Ambiental no campus de Diadema. Com duração de quatro anos e período integral, a graduação oferece uma formação diferenciada.
De acordo com a coordenadora Ana Luisa Bittencourt, o curso tem uma abordagem multidisciplinar das ciências naturais (física, biologia, geologia, química e ecologia) e das ciências sociais (ética, antropologia, e conomia e política). “formamos profissionais com competências e habilidades para diagnosticar e propor alternativas para questões ambientais”, explica a professora.


Notícia do jornal metro SP 22/04/10

domingo, 23 de maio de 2010

PAMELA ANDERSON SAI EM DEFESA DO ATIVISMO ECOLÓGICO


Vegan e membro do PETA, atriz já brigou com a rede KFC e posou nua contra o uso de peles

O reino animal não poderia ter uma defensora mais empenhada.

























Há anos, a atriz Pamela Anderson participa de campanhas contra maus-tratos de animais ao redor do mundo. A estrela de “Baywatch”, que é ativista do PETA, grupo que luta por tratamentos éticos de bichos de todas as espécies, até posou nua para protestar contra o uso de peles. Ela falou ao Metro sobre sua luta ecológica.



Você foi o principal nome da campanha “Eu prefiro andar nua a vestir peles”. Você seria capaz de ir nua até a Sibéria em prol da causa ?




Se isso significasse salvar animais, eu iria para qualquer lugar. Até para lá.



Além de vegetariana, você é ativista do PETA. Quantas vezes você já tirou suas roupas para conscientizar pessoas ?


Eu me exibi nua algumas vezes para mostrar às pessoas como podemos estar em forma e ser sexy sem comer carne ou usar pele de animais. Mas trabalho mais pelo PETA vestida, fazendo lobby com empresas e nomes importantes da política mundial.




Você já lutou contra a rede de frango frito KFC. Quais foram os resultados?


Meu trabalho resultou em uma linha de lanches vegetarianos nas lojas KFC ( Kentucky Fried Chicken) do Canadá. Além de convencê-los a comprar apenas frangos mortos, um processo bem menos violento que o normal. Pretendemos que as pessoas virem vegetarianas, mas trabalhamos, também, para eliminar todo tipo de crueldade com os animais.


Quando e por que você se tornou vegetariana ?


Meu pai costumava caçar. Uma vez vi um cervo que ele havia abatido todo ensangüentado, pendurado de cabeça para baixo. Isso me deixou chocada. Então pensei: “Se não posso ver um animal morto, por que deveria comê-lo ?”.



Entrevista do jornal Metro São paulo 22/04/2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

certificação florestal - FSC


A certificação florestal deve garantir que a madeira utilizada em determinado produto é oriunda de um processo produtivo manejado de forma ecologicamente adequada, socialmente justa e economicamente viável, e no cumprimento de todas as leis vigentes.


 certificação é uma garantia de origem que serve também para orientar o comprador atacadista ou varejista a escolher um produto diferenciado e com valor agregado, capaz de conquistar um público mais exigente e, assim, abrir novos mercados. Ao mesmo tempo, permite ao consumidor consciente a optação de um produto que não degrada o meio ambiente e contribui para o desenvolvimento social e econômico das comunidades florestais. Para isso, o processo de certificação deve assegurar a manutenção da floresta, bem como o emprego e a atividade econômica que a mesma proporciona.

O que é o FSC?



O FSC é hoje o selo verde mais reconhecido em todo o mundo, com presença em mais de 75 países e todos os continentes. Atualmente, os negócios com produtos certificados geram negócios da ordem de 5 bilhões de dólares por ano em todo o globo. FSC é uma sigla em inglês para a palavra Forest Stewardship Council, ou Conselho de Manejo Florestal, em português.


Como surgiu o FSC?


Este conselho foi criado como o resultado de uma iniciativa para a conservação ambiental e desenvolvimento sustentável das florestas do mundo inteiro. Seu objetivo é difundir o uso racional da floresta, garantindo sua existência no longo prazo. Para atingir este objetivo, o FSC criou um conjunto de regras reconhecidas internacionalmente, chamadas Princípios e Critérios, que conciliam as salvaguardas ecológicas com os benefícios sociais e a viabilidade econômica, e são os mesmos para o mundo inteiro.


Como atua o FSC?


O FSC atua de três maneiras: desenvolve os princípios e critérios (universais) para certificação; credencia organizações certificadoras especializadas e independentes; e apóia o desenvolvimento de padrões nacionais e regionais de manejo florestal, que servem para detalhar a aplicação dos princípios e critérios, adaptando-os à realidade de um determinado tipo de floresta.



O que é necessário para a certificação de uma área florestal?



A certificação FSC de uma área florestal requer que a operação florestal nessa área seja feita de modo:


- Ecologicamente correto


Utilizar técnicas que imitam o ciclo natural da floresta e causam o mínimo impacto, permitindo sua renovação e sua permanência, bem como da biodiversidade que abriga. Por exemplo, a floresta é provedora da matéria prima da Indústria papeleira - se não houver floresta, não é possível oferecer o mesmo produto nem na mesma quantidade. E o papel é um bem essencial na sociedade moderna.


- Socialmente justo


A propriedade de uma área florestal e toda a atividade precisa ser legalizada, o que significa pagar todos os tributos e respeitar todos os direitos trabalhistas, inclusive no item segurança do trabalho. Além disso, o processo de certificação FSC é transparente, o que permite sua fiscalização por qualquer entidade ou indivíduo da sociedade civil. Finalmente, os princípios e critérios do FSC são decididos com a participação igualitária dos três setores: ambiental, social e econômico.


- Economicamente viável


As técnicas de manejo florestal requeridas pelo FSC aumentam a produtividade da floresta, garantem a durabilidade dos investimentos, e AGREGAM valor ao produto. O selo FSC no produto já é uma demanda do mercado para o qual ainda não há suficiente oferta, e isso significa que um produto com o selo FSC garante a permanência no mercado e abre novos mercados.


Qual a importância da certificação para a indústria papeleira?


A adesão da indústria papeleira do Brasil à certificação FSC significa sua permanência no mercado, a oportunidade de introduzir novos produtos no mercado, e um passaporte para a modernidade e para a economia globalizada. Significa, também, a durabilidade do empreendimento e sua permanência no mesmo local, mantendo os empregos da comunidade e viabilizando os investimentos.


Outro fator relevante, no Brasil, é o fato de a certificação melhorar a imagem dos empresários do setor. Ela distingue os que operam de forma correta daqueles que estão na ilegalidade, que agem de forma predatória ao destruir a floresta e sua biodiversidade, o que os obriga a buscar sempre novas florestas, mudando constantemente de lugar, sem benefício para a comunidade local, utilizam trabalho infantil, mantém empregados sem carteira assinada e sem equipamentos de segurança, não pagam impostos, e assim por diante.


Como a cadeia de custódia pode influenciar?


A certificação da cadeia de custódia permite colocar o selo do FSC no produto final . Este selo orienta os compradores e consumidores sobre a origem da matéria-prima florestal, pois a certificação da cadeia de custódia exige o rastreamento da mesma desde sua colheita até a comercialização do produto acabado, pronto para o consumidor final. Quando se identifica o selo FSC no produto, sabe-se que a floresta da qual ele é oriundo está sendo explorada de acordo com todas as leis vigentes e de forma correta do ponto de vista ecológico, social e econômico. Isso diferencia o produto de outros similares e agrega valor. E estende a toda a cadeia de produção e comércio os benefícios da certificação.


Como podemos avaliar o Brasil quanto à evolução do processo de certificação?


O Brasil é hoje o país com maior área de florestas e o maior número de produtos certificados pelo FSC. São mais de 3 milhões de hectares de florestas certificadas desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul e cerca de 170 certificações de cadeia de custódia. A maior parte dos produtos com selo FSC destinam-se hoje à exportação para países europeus e da América do Norte. No entanto, já existe um número superior a 60 organizações (indústrias, designers, governos estaduais, entidades de classe e outros) pertencentes ao Grupo de Compradores de Madeira Certificada, entidade que assume publicamente o compromisso de dar sempre preferência ao produto certificado.


Quais as perspectivas do FSC para o Brasil?


A criação do FSC Brasil (o Conselho Brasileiro de Manejo Florestal), em 2001, é o resultado do avanço da certificação florestal no Brasil. A perspectiva é o crescimento constante das áreas florestais certificadas e dos produtos com cadeia de custódia certificada. A criação de padrões brasileiros para plantações, floresta amazônica de terra firme e outros tipos de floresta encontradas no país facilita e homogeiniza a atuação das certificadoras ao mesmo tempo que garante a competitividade dos empreendimentos brasileiros, além de propiciar o credenciamento de certificadoras brasileiras. Hoje, o mercado de produtos brasileiros certificados pelo FSC movimenta mais de R$ 1bilhão por ano e a estimativa é que este número atinja R$ 3 bilhões até 2007.

Haverá conflito com certificações nacionais, como, por exemplo, o CERFLOR?


Não se trata de conflito, pois as diversas iniciativas atuam em diferentes âmbitos e níveis de exigência. O surgimento de vários selos reflete a exigência crescente do consumidor e seus fornecedores, bem como a tentativa de facilitar o acesso à certificação através de um nível menor de exigência. O FSC é hoje o selo verde florestal mais aceito internacionalmente, até porque ele é resultado de um movimento democrático e transparente proveniente de mais de 30 países envolvendo lideranças ambientalistas, empresariais, técnicas, movimentos sociais, comunidades que habitam as florestas e outros. Isso significa que os princípios e critérios estabelecidos pelo FSC contemplam na mesma medida os interesses de todas as partes envolvidas, sem privilegiar nenhuma delas.

domingo, 28 de março de 2010

Guia de compras de produtos certificados FSC

Olá pessoal,

Disponibilizo para download o guia de compras de produtos certificados FSC.
É muito interessante ficarmos por dentro dessas informações e darmos preferência para esses produtos que as vezes são difíceis de encontrar.

Esse guia de compras é uma iniciativa do FSC e do Banco Real.

Para quem quiser saber mais sobre o que é FSC é só clicar aqui.

http://blogecovida.blogspot.com/2010/03/certificacao-florestal-fsc.html

SUSTENTABILIDADE NO MEIO AMBIENTE É BOM PARA TODOS



Se você quiser comprar madeira certifi cada para sua casa, sabe onde encontrar? Se quiser um objeto de decoração, produzido de maneira ecologicamente correta, em qual loja procurar? E um brinde
que expresse seus valores alinhados com a preocupação com o meio ambiente? Sabemos que hoje não é tão fácil encontrar esses itens em qualquer lugar. No entanto, sabemos também que existem locais onde
é possível encontrar os exemplos mencionados. E agora, queremos queum número cada vez maior de pessoas tenha esse conhecimento.

Este Guia de Compras que você tem em mãos amplia o conhecimento de profi ssionais e de consumidores que buscam informações sobre madeira certifi cada e seus derivados, construção verde e outros produtos que nós nem imaginamos que possuem o selo FSC.

Nossa parceria com o FSC vem de longa data. Acreditamos que o manejo sustentável contribui para o desenvolvimento da população da floresta ao mesmo tempo em que respeita o meio ambiente.
Para nós, sustentabilidade é um modelo de atuação em que todos ganham. Acreditamos que, para sermos bem-sucedidos, é fundamental aliar valores econômicos, sociais e ambientais em todas as nossas
decisões e estratégias, considerando a interdependência entre todos esses fatores.
Mas só isso não basta. É preciso que o debate e a refl exão sobre a sustentabilidade se estendam por toda a sociedade. Queremos contribuir para a expansão desse processo. É gratifi cante ver que,
cada vez mais, as iniciativas visando o desenvolvimento sustentável passam por ações organizadas e por um número crescente de pessoas, empresas, entidades, governos. Temos, em nossa jornada, encontrado
um número considerável de parceiros, como o FSC, com o mesmo ideal de construir um mundo melhor.

Aproveite bem as dicas deste Guia de Compras e divulgue-as a seus amigos e profi ssionais que também compartilham desses valores. Estimular o consumo consciente de produtos certifi cados com selo FSC
é bom para a sociedade, para os negócios e para o planeta.
 

















Para o download é só clicar aqui.

http://rapidshare.com/files/369308798/GUIA_DE_COMPRAS_DE_PRODUTOS_CERTIFICADOS_FSC.pdf


Boa leitura e aproveite bem este guia.

Valorize a água

É galera, é mais uma questão daquelas que só damos valor quando nos faz falta, precisamos ter essa consciência e acabar com o desperdício porque´a água é um bem precioso e que aqui no Brasil não damos o devido valor por ter ela em abundância.

Em alguns lugares ela já não existe mais...

Realidade.




Delhi - India. Todos querem apenas um pouco de água...























Dois sudaneses bebem água do pântanos com tubos plásticos, especialmente concebidos para este fim, com filtro para filtrar as larvas flutuantes responsáveis pela enfermidade da lombriga de Guiné.
O programa distribuiu milhões de tubos e já conseguiu reduzir em 70% esta enfermidade debilitante.




Os glaciais que abastecem a Europa de água potável perderam mais da metade do seu volume
no século passado. Na foto, trabalhadores da estação de esquí do glacial de Pitztal, na Austria, cobrem o glacial com uma manta especial para proteger a neve e retardar seu derretimento durante os meses de verão...

As águas do delta do rio Niger são usadas para defecar, tomar banho, pescar e despejar o lixo.



Água suja em torneiras residenciais, devido ao avanço indiscriminado do desenvolvimento.



Aldeões na ilha de Coronilla, Kenya, cavam poço profundos em busca do precioso líquido, a apenas 300 metros do mar. A água é salobra.

Aquele que foi o quarto maior lago do mundo,agora é um cemitério poeirento de embarcações que nunca mais zarparão...




VALORIZE A ÁGUA! EM ALGUNS LUGARES ELA  JÁ NÃO EXISTE MAIS...

Passarela sustentável em SP

Olá a todos,



Gostaria de mostrar essa iniciativa que foi a construção dessa passarela aqui em SP, passo por ali quase todos os dias e é muito bom ver iniciativas como essa.


Ta certo que por ser novo um projeto como esse, sempre aparecem alguns contratempos como o piso que está sempre se destruindo, mais isso serve como experiência para ir sempre aperfeiçoando esses projetos.


Hoje o que vemos no Brasil e termos de sustentabilidade são pessoas sérias, que tem consciência da profundidade e necessidade da questão e que buscam colocar em prática todas as ações possíveis para reverter esse problema e também existem pessoas e grupos que estão levando a palavra “sustentabilidade somente para ganhar dinheiro com o falso marketing verde e propaganda enganosa.


Aqui em São Paulo foi criada a primeira passarela sustentável, iniciativas como essa do governo que acontecem uma vez ou outra , deveriam ocorrer diariamente e nosso governo tem que dar o exemplo, todas as obras publicas deveriam ser sustentáveis. Não falo como uma utopia urbana, mas hoje, muitas cidades do Mundo inteiro, qualquer obra publica ou privada, devem conter iniciativas sustentáveis, isso significa progresso.

Mas não adianta partimos em pequenas iniciativas isoladas para mudar a paisagem urbana, a Alemanha, por exemplo, cede incentivos fiscais e auxilia a população que queira tomar medidas sustentáveis para mudar o partido urbano de suas cidades.


Quando será que a política brasileira irá acordar para a realidade, quando os outros já tiverem feito, e assim copiamos tudo?

PASSARELA VERDE



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uma parceria do Unibanco com a Subprefeitura de Pinheiros deu à cidade a primeira "passarela verde".



O projeto é de Marcelo Todescan e Frank Siciliano , da Todescan Siciliano Arquitetura e está embasado em conceitos de sustentabilidade e de educação ambiental em toda a àrea, que tem trânsito diário de 5 mil pessoas.
As obras foram executadas pela Fakiani Construções e tiveram um investimento de R$ 1,3 milhão.


Dentre os diferenciais sustentáveis estão o telhado verde com grama que retém as impurezas do ar e reduz o calor urbano; piso de borracha reciclada para portadores de necessidades especiais e dois elevadores que garantirão acesso às pessoas com mobilidade reduzida. As laterais dos elevadores serão construídas com ecoplacas fabricadas a partir da reciclagem de aparas de tubos de creme dental.






















A previsão de entrega da área revitalizada foi para outubro de 2008.Para Marcelo Todescan , da Todescan Siciliano Arquitetura, um dos objetivos do projeto foi trazer vida a um local importante da cidade. "Assim como ocorre hoje em outras grandes cidades ao redor do mundo, hoje temos a necessidade de revitalizar áreas como esta. A maioria das pessoas ainda não viu a aplicação na prática dos conceitos que estão sendo implantados neste local e poderão entender mais de sustentabilidade a partir deste exemplo".


















Ficha Técnica:
Obra : Passarela Eusébio Matoso
Extensão: 95 metros
Projeto: Todescan Siciliano Arquitetura
Execução: Fakiani Construções






A obra, com 95 metros de extensão, usou madeira plástica nos painéis laterais; piso de borracha reciclada que retira pneus dos aterros sanitários - e telhado verde, que propicia conforto térmico, diminui ilhas de calor nos centros urbanos, além de reter e filtrar a água de chuva.























A estrutura de parte do telhado é de bambu e a área sob a passarela, que era apenas cimentada, virou uma praça, com um projeto paisagístico que privilegiou as árvores nativas já adaptadas à cidade.

Outra preocupação da Todescan Sicialiano Arquitetura foi aumentar as possibilidades de absorção da água de chuva, já que a impermeabilidade do solo é uma das principais causas de enchentes. Por isso, o piso escolhido para a praça é drenante. E os bancos foram feitos a partir das sobras de madeira plástica dos painéis.




















Para permitir a acessibilidade dos portadores de necessidades especiais, praça e a passarela são ligadas por elevadores, cuja caixa foi feita de aparas de tubo de creme dental.




















Muito bom, parabéns pela iniciativa de todos e que sirva de exemplo para muitas outras obras desse tipo aqui no Brasil.

domingo, 14 de março de 2010

Sete Estratégias para Edifícios Verdes

Peter Busby, 10 fev 2010 - http://www.forbes.com/




Aumento de tempestades, inundações violentas, oscilações das temperaturas globais, custos instáveis de energia e escassez de água global. Todas estas ameaças sabotam, destroem ou levam a falência muitas empresas ao redor do mundo. No ambiente de hoje os negócios não podem mais esperar os governos ajudarem a moldar soluções para lidar com as mudanças climáticas.


Não importa o tamanho da empresa, os líderes empresariais devem considerar o ambiente de trabalho. Aplicar alguns princípios da sustentabilidade pode levar a economias consideravéis que também melhoram o desempenho de uma empresa do ponto de vista ambiental e social. A seguir estão sete estratégias para ajudar as empresas a fazer a diferença:






1) Consolidar Espaço de Escritório


Em meio a incerteza econômica, muitas empresas estão diminuindo, consolidando espaço de escritório e de produção ou olhando para novas instalações que podem proporcionar economias operacionais e de manutenção no longo prazo. Isso proporciona a oportunidade ideal para integrar elementos de design sustentável e pode levar a saúde ambiental e redução de custos. Os custos de energia para a renovação das instalações existentes ou novas construções podem facilmente ser reduzidos em 50% dos níveis anteriores.






2) Defina Metas de Desempenho de Edifícios Verdes


Definir metas iniciais de desempenho de edifícios verdes para um projeto novo ou de renovação pode ajudar uma empresa a acompanhar e comparar o seu desempenho. O U.S. Green Building Councils LEED® Green Building Rating System e o International Living Building Institutes Living Building Challenge são dois instrumentos comumente aceitos disponíveis para as empresas para avaliar o desempenho do seu edifício e espaço interior.






3) Reduzir Equipamentos e Carregar Requisitos


Na concepção de um novo espaço ou a renovação de um espaço já existente, primeiro considere soluções para reduzir equipamentos e energia. Excesso de vidro na construção pode levar ao desconforto no calor do verão e pode elevar os custos com ar condicionado. Melhorar a qualidade da envoltória do edifício - o espaço entre as paredes exteriores e interiores - com isolamento. Empregar estratégias simples de desenho, que incluem o uso de iluminação e ventilação natural, persianas exteriores para minimizar a necessidade de ar-condicionado. Juntos estes podem reduzir uso de energia em 10% - 20%.






4) Conservar Energia

Olhe para as medidas de conservação de energia. Implantação de iluminação de alta eficiência prontamente disponíveis, tais como LEDs e lâmpadas fluorescentes compactas que proporcionam um retorno de três anos. Usar vários níveis de iluminação, em vez de um interruptor on-off, pode reduzir o consumo. Sensores de luz podem diminuir as cargas de iluminação durante o dia quando a luz natural está disponível. Mudar para estes tipos de projetos de iluminação eficiente, pode resultar em 10% - 15% na econimia de energia.






5) Projetar Ambientes de Trabalho Confortáveis


Iluminação natural e conforto humano são as duas principais preocupações dos trabalhadores com relação a seus ambientes de trabalho. O desafio é equilibrar o desejo de vistas externas e luz natural (que pode aumentar a produtividade), evitando o calor excessivo do sol. Entre 50% e 90% dos custos operacionais de uma empresa são com os salários de funcionários, então desenvolver um ambiente de trabalho agradável e confortável é importante. Ele pode auxiliar na redução do absenteísmo, aumentar o moral dos funcionários, e atrair e reter funcionários.






6) Considere Energias Renováveis




De uma perspectiva de concepção, a estratégia de energia mais cara é a de utilização de tecnologias de energias renováveis como a água quente solar, painéis solares para produção de eletricidade ou de energia eólica. No entanto, em muitas cidades e estados, os subsídios e incentivos estão disponíveis para melhorar os retornos de investimentos e reduzir os custos de capital. Sistemas de energias renováveis têm a vantagem de garantir um certo grau de auto-suficiência em casos cada vez mais prováveis de falhas de energia, devido aos eventos de mudanças climáticas.






7) Estratégias Complementares


Oportunidades de inovação e reduções de gases do efeito estufa não terminam com design. Os líderes empresariais precisam examinar cada aspecto de suas operações. Por exemplo:


- Instalação de um sistema no edifício para garantir o funcionamento de forma adequada e eficiente pode levar a 10% de economia no consumo de energia.


- Investir em sistemas de transportes com eficiência energética, equipamentos e combustíveis alternativos. (Isto seria feito a nível municipal ou regional, é claro.)


- Examine os padrões de energia eficiente na infra-estrutura de TI e mude para equipamentos com o selo Energy Star.


- Estabelecer programas de reciclagem e compostagem do seu negócio.


- Monitore as milhas viajadas por aviões e veículos, e se comprometa com um programa para compensar emissões de carbono com a compra de créditos de carbono.


Muitas dessas estratégias podem ser aplicadas a qualquer escala de projeto ou na operação de qualquer negócio. O que é necessário é uma forte liderança e compromisso da gestão de nível superior e dos empregados em todos os níveis. A experiência provavelmente irá construir um senso de equipe dentro da sua empresa e impulsionar o futuro sucesso de seu negócio em um clima de mudança.

Livro primavera silenciosa da bióloga Rachel Carson.

Vou postar aqui um link para download do livro “Primavera silenciosa” da bióloga americana Rachel.



É muito difícil de encontrar esse livro hoje em dia, nem nos melhores sebos daqui de São Paulo.
Dizem que aqui no Brasil o livro foi traduzido e editado algumas vezes e em seguida os direitos autorais da obra teriam sido comprados pela ANDEF, Associação Nacional que congrega as indústrias de "defensivos" agrícolas, que é claro nunca mais reeditou o livro aqui no Brasil.


Parece que isso explica o porque de não encontrarmos mais esse livro aqui no Brasil.
Ele é é editado anualmente nos EUA, onde é utilizado inclusive como livro didático em muitos cursos universitários.

Ela foi uma mulher que teve a coragem de mostrar os efeitos nocivos dos agrotóxicos em uma época em que eles eram tidos como um grande sinal de progresso, aonde diziam que eles iriam acabar com a fome fazendo os alimentos crescerem mais rápido e mais resistentes as pragas.






Esse aviso de problema dos agrotóxicos se espalhou pelo mundo graças a esse livro.






E olha que está difícil de achar ele por aqui.




















Uma das capas das edições brasileiras.


Boa leitura.






Aqui o link :



O Rapidshare tinha tirado o Link do ar, mas agora esta restabelecido, este é o novo Link e está funcionando:










 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Outra capa.

Texto Nizan Guanaes para formatura da FAAP

Olá a todos,


Vou postar aqui um texto que eu achei muito bom, o texto é do publicitário Nizan Guanaes, dono da DM9, foi o discurso dele de quando ele foi convidado para ser paraninfo de uma turma da FAAP.


Eu não esperava um texto tão sincero e coerente vindo e um publicitário....rsrs


Vale muito a pena ler.


Nizan Guanaes - Texto para formatura da Faap




“ Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja aqui vão alguns, que julgo valiosos.


Meu primeiro conselho : Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham, porque são incapazes de sonhar, e tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.


A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: “Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.” e ela respondeu: “Eu também não faço, meu filho.”Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna. Meu segundo conselho: Pense no seu País, porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal, é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens, roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.


Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: “Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito”. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito, ou seja, é preferível o erro à omissão, o fracasso ao tédio, o escândalo ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute, mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido, tendo consciência de que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro,você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar, sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.




Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: 'eu não disse!', 'eu sabia!'. Toda família tem um tio batalhador e bem de vida, e durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados, empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio (que é a morada do demônio) e constrói prodígios.






O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito o que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses, que trabalham de sol a sol, construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo (que é mesmo o senhor da razão) vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.


E isso se chama SUCESSO".






Nizan Guanaes












quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Rio Eufrates sofre há dois anos com seca e poderá desaparecer do Iraque

Por todos os pântanos, os coletores de junco, pisando em terra por onde antes flutuavam, gritavam para os visitantes em um barco de passagem.”Maaku mai!” eles gritavam, erguendo suas foices enferrujadas. “Não há água!”




























Menino ajoelha-se na lama que restou do rio Eufrates perto da aldeia de Jubaish, no Iraque. Foto de Moises Saman/The New York Times


O Eufrates está secando. Estrangulado pelas políticas de água dos vizinhos do Iraque, a Turquia e a Síria; dois anos de seca e anos de uso inadequado pelo Iraque e seus agricultores, o rio está significativamente menor do que há apenas poucos anos. Algumas autoridades temem que em breve poderá ser a metade do que era. Reportagem de Campbell Robertson, em Jubaish (Iraque), no The New York Times.

O encolhimento do Eufrates, um rio tão crucial para o nascimento da civilização que o Livro do Apocalipse profetizou sua seca como um sinal do final dos tempos, tem dizimado as fazendas ao longo de suas margens, tem deixado pescadores empobrecidos e esvaziado as cidades à beira do rio, à medida que os agricultores fogem para cidades maiores à procura de trabalho.


Os pobres sofrem mais agudamente, mas todos os estratos sociais estão sentindo os efeitos: xeques, diplomatas e até membros do Parlamento que se retiram para suas fazendas após semanas em Bagdá.


Ao longo do rio, os campos de arroz e trigo se transformaram em terra árida. Os canais encolheram para ribeirões rasos e os barcos de pesca ficam encalhados na terra seca. Bombas que visavam alimentar as usinas de tratamento de água balançam inutilmente sobre poças marrons.

“Os velhos dizem que é o pior de que se recordam”, disse Sayd Diyia, um pescador de 34 anos de Hindiya, sentado em um café à beira do rio cheio de colegas ociosos. “Eu estou dependendo das graças de Deus.”


A seca é grande por todo o Iraque. A área cultivada com trigo e cevada no norte alimentado pela chuva caiu cerca de 95% do habitual, e os pomares de tâmaras e laranjas do leste estão ressecados. Por dois anos as chuvas estão muito abaixo do normal, deixando reservatórios secos. As autoridades americanas preveem que a produção de trigo e cevada será pouco mais da metade daquela de dois anos atrás.


É uma crise que ameaça as raízes da identidade do Iraque, não apenas como a terra entre dois rios, mas como uma nação que já foi a maior exportadora de tâmaras do mundo, que antes fornecia cevada para a cerveja alemã e que tem orgulho patriótico de seu caro arroz âmbar.

Agora o Iraque está importando mais e mais grãos. Os produtores rurais ao longo do Eufrates dizem, com raiva e desespero, que terão que abandonar o arroz âmbar por variedades mais baratas.


As secas não são raras no Iraque, apesar das autoridades dizerem que nos últimos anos estão ocorrendo com maior frequência. Mas a seca é apenas parte do que está sufocando o Eufrates e seu irmão gêmeo maior e mais saudável, o Tigre.

Os culpados citados com maior frequência são os governos turco e sírio. O Iraque tem muita água, mas é um país que está corrente abaixo. Há pelo menos sete represas no Eufrates na Turquia e na Síria, segundo as autoridades de água iraquianas, e sem nenhum tratado ou acordo, o governo iraquiano fica reduzido a implorar por água junto aos seus vizinhos.


Em uma conferência em Bagdá -na qual os participantes beberam água engarrafada da Arábia Saudita, um país com uma fração da água doce do Iraque- as autoridades falavam em desastre.

“Nós temos uma sede real no Iraque”, disse Ali Baban, o ministro do Planejamento. “Nossa agricultura vai morrer, nossas cidades vão definhar e nenhum Estado pode ficar quieto em uma situação dessas.”


Recentemente, o ministério da água anunciou que a Turquia dobrou o fluxo de água para o Eufrates, salvando o período de plantio de arroz em algumas áreas.

A medida aumentou o fluxo de água em cerca de 60% de sua média, apenas o suficiente para atender metade das necessidades de irrigação para a estação de arroz. Apesar da Turquia ter concordado em manter o fluxo e até aumentá-lo, não há compromisso que exija que o país o faça.


Com o Eufrates exibindo poucos sinais de melhora da saúde, a amargura em torno da água do Iraque ameaça se transformar em fonte de tensão por meses, ou até mesmo anos, entre o Iraque e seus vizinhos. Muitas autoridades americanas, turcas e até mesmo iraquianas, desdenhando as acusações como postura de ano eleitoral, disseram que o problema real está nas deploráveis políticas de gestão de águas do próprio Iraque.

“Costumava haver água por toda a parte”, disse Abduredha Joda, 40 anos, sentando em sua choupana de junco em um terreno seco e rochoso fora de Karbala. Joda, que descreve sua situação difícil com um sorriso cansado, cresceu perto de Basra, mas fugiu para Bagdá quando Saddam Hussein drenou os grandes pântanos do sul do Iraque em retaliação pelo levante xiita de 1991. Ele chegou a Karbala em 2004 para pescar e criar búfalos d’água nos ricos alagadiços que o lembravam de seu lar. “Neste ano é apenas um deserto”, ele disse.


Ao longo do rio, não há falta de ressentimento em relação aos turcos e sírios. Mas também há ressentimento contra os americanos, curdos, iranianos e o governo iraquiano, todos eles responsabilizados. A escassez transforma todos em inimigos.


As áreas sunitas rio acima parecem ter água suficiente, observou Joda, um comentário cheio de implicações.


As autoridades dizem que nada melhorará se o Iraque não tratar seriamente de suas próprias políticas de água e de sua história de má gestão de águas. Canais que vazam e práticas de irrigação perdulárias desperdiçam água, e a má drenagem deixa os campos tão salgados com a evaporação da água que mulheres e crianças escavam imensos montes brancos das piscinas de água de rolamento.

Em uma manhã escaldante em Diwaniya, Bashia Mohammed, 60 anos, trabalhava em uma piscina de drenagem ao lado da estrada colhendo sal, a única fonte de renda de sua família, agora que sua plantação de arroz secou. Mas a fazenda morta não era a crise real.


“Não há água do rio para bebermos”, ela disse, se referindo ao canal que flui do Eufrates. “Agora está totalmente seco e contém água de esgoto. Eles cavam poços, mas às vezes a água simplesmente é cortada e temos que beber do rio. Todos meus filhos estão doentes por causa da água.”


No sudeste, onde o Eufrates se aproxima do fim de sua jornada de 2.784 quilômetros e se mistura com as águas menos salgadas do Tigre antes de desaguar no Golfo Pérsico, a situação é grave. Os pântanos de lá, que foram intencionalmente reinundados em 2003, resgatando a cultura antiga dos árabes do pântano, estão secando novamente. Os carneiros pastam em terras no meio do rio.


Os produtores rurais, coletores de junco e criadores de búfalos continuam trabalhando, mas dizem que não poderão continuar se a água permanecer assim.


“O próximo inverno será a última chance”, disse Hashem Hilead Shehi, um agricultor de 73 anos que vive em uma aldeia seca a oeste dos pântanos. “Se não conseguirmos plantar, então todas as famílias terão que partir.”


Amir A. al-Obeidi, Mohammed Hussein e Abeer Mohammed contribuíram com reportagem.


Tradução: George El Khouri Andolfato


Reportagem [Iraq Suffers as the Euphrates River Dwindles]do The New York Times.