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terça-feira, 20 de agosto de 2019

Como o setor empresarial está se adaptando ás mudanças climáticas ?

Nos últimos anos, a principal preocupação das corporações em relação às mudanças climáticas estava relacionada à mitigação - esforços para reduzir a quantidade de emissões produzidas pelos ativos sob sua gestão (como por exemplo centrais elétricas, edifícios, veículos, agricultura entre outras fontes).


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A diversidade de cenários projetados por organismos internacionais de pesquisa sobre os impactos das mudanças climáticas, no entanto, tem demonstrado que seus efeitos podem se tornar riscos diretos para as empresas, especialmente para aquelas que operam em regiões vulneráveis ou em setores intensivos no uso de combustíveis de origem fóssil.

O 5º relatório de avaliação (Fifth Assessment Report - AR5) publicado pelo IPCC em 2014 revela que as mudanças climáticas já são uma problemática atual. Segundo o documento, combinando dados de oceanos e superfície terrestre, a média global de temperatura mostra um aquecimento de 0,85°C no período de 1880 a 2012. Esta variação, apesar de  aparentemente tímida, já é suficiente para provocar diversas mudanças no sistema climático, como o aumento do nível do mar, que entre 1901 e ‘2010 apresentou elevação de 0,19  metros.

De acordo com o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, algumas regiões do Brasil poderão apresentar alterações na temperatura e nos níveis de precipitação com o aquecimento global. Os modelos climáticos regionais apontam riscos de savanização de parte da Amazônia, chuvas intensas e inundações nas áreas costeiras e urbanas das regiões Sul e Sudeste, além de  reduções significativas do potencial de geração hidrelétrica nas regiões Norte, Centro- Oeste e Nordeste.

Neste sentido, no Programa de Mudanças Climáticas Carbon Disclosure Project  (CDP, 2014), 83% das empresas brasileiras relataram a identificação de algum tipo de risco relacionado às mudanças do clima. Apesar disso, a incorporação dos riscos climáticos na gestão empresarial ainda é um desafio, principalmente devido às incertezas das projeções futuras e à natureza de longo prazo dos cenários. Soma-se a isso o fato de que estudos científicos correlacionando mudanças climáticas e seus impactos na indústria são incipientes no país.

A resposta das organizações sobre os efeitos das mudanças climáticas nos seus negócios requer uma estratégia robusta de gestão de riscos. Com este intuito, o presente estudo visa contribuir para a incorporação do fator “clima” no planejamento estratégico das empresas, em especial no processo de gestão de riscos, introduzindo os principais conceitos do tema,  identificando a forma de inserir esta variável nos modelos de gestão existentes, assim como apresentando os tipos de ações de adaptação e as oportunidades que elas representam.


Trecho tirado do E-book “Riscos climáticos: Como o setor Empresarial está se adaptando ?” Cebds.




quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Virada Sustentável 2019 terá extensa programação cultural

Acompanhe nas redes sociais para saber tudo o que vai rolar e já marque na agenda: a Virada Sustentável acontece de 22 a 25 de agosto. 


Venha transformar São Paulo! 

A Virada Sustentável 2019 vem aí repleta de atrações para todos. 

Artes visuais, bem-estar, cinema, dança, fórum com debates e palestras, atividades kids, música e teatro por toda a cidade.

Programação Gratuita.

Durante quatro dias, SP mergulha numa programação incrível, com mais de 600 atrações em 200 espaços diferentes, o evento contará com númeras atividades infantis, vivências zen, rodas de conversa com os temas importantíssimos para a sociedade e, é claro, muitos shows maravilhosos!

Acompanhe nas redes sociais para saber tudo o que vai rolar e já marque na agenda: a Virada Sustentável acontece de 22 a 25 de agosto.

O evento terá Luedji Luna e tributo a Gilberto Gil no Ibira, sessões de cinema ao ar livre no Parque Mário Covas, pintura coletiva no Minhocão, Jazz ao Pôr do Sol no Unibes Cultural e mais uma edição da Rua das 100 Minas na Lapa, que reúne grafiteiras na produção de uma arte coletiva.

Três shows por dia ocupam o Palco do Ibirapuera! No dia 25, às 16h, rola um tributo ao mestre Gilberto Gil. No mesmo dia, às 19h, Luedji Luna apresenta “Um Corpo no Mundo”, disco que traz uma África estendida e ressignificada.

Para acessar a programação completa clique aqui.


Lei de incentivo à Cultura. Realização: Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania e Pátria Amada Brasil e Governo Federal.


sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Os 17 ODS – Sustentabilidade

Conheça a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a qual contém o conjunto de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).


Na teoria é muito bonito, mas na prática muita coisa precisa ser feita, não só politicamente, mas a humanidade mudar a sua forma egoísta de pensar completamente, quebrando barreiras econômicas e paradigmas mentais.


"Em setembro de 2015, líderes mundiais reuniram-se na sede da ONU, em Nova York, e decidiram um plano de ação para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir que as pessoas alcancem a paz e a prosperidade.

A Agenda 2030 e os ODS afirmam que para pôr o mundo em um caminho sustentável é urgentemente necessário tomar medidas ousadas e transformadoras. Os ODS constituem uma ambiciosa lista de tarefas para todas as pessoas, em todas as partes, a serem cumpridas até 2030. Se cumprirmos suas metas, seremos a primeira geração a erradicar a pobreza extrema e iremos poupar as gerações futuras dos piores efeitos adversos da mudança do clima."



Os 17 ODS que foram estabelecidos são:

 1: Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.

 2: Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e                     promover a agricultura sustentável.

 3: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.

 4: Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades        de aprendizagem ao longo da vida para todos.

 5: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

 6: Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos.

 7: Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para       a todos.

 8: Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego               pleno e produtivo e trabalho decente para todos.

 9: Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e                      sustentável e fomentar a inovação.

10: Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.

11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e                sustentáveis.

12. Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.

13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos.

14. Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o        desenvolvimento sustentável.

15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir          de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a                degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.

 16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável,                proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes,                        responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o                      desenvolvimento sustentável.


domingo, 15 de outubro de 2017

Plantar árvores nas cidades é medida de saúde pública, diz cientista.

As cidades podem com uma só medida, reduzir a obesidade e a depressão, aumentar a produtividade e o bem-estar e diminuir a incidência de asma e doenças cardíacas nos seus habitantes.

As árvores urbanas oferecem todos estes benefícios e muito mais: filtram o ar, ajudando a remover as partículas finas emitidas pelos carros e fábricas, retêm a água da chuva e diminuem as despesas com o aquecimento.

Num novo relatório, realizado pela organização The Nature Conservancy, os cientistas defendem que as árvores urbanas são uma importante estratégia para a melhoria da saúde pública nas cidades, devendo ser financiadas como tal. 

Todos os anos, entre três e quatro milhões de pessoas morrem, em todo o mundo, devido à poluição atmosférica e aos seus impactos na saúde humana. A poluição do ar aumenta o risco de doenças respiratórias crônicas, havendo estudos que a associam ainda às doenças cardiovasculares e ao cancro. As ondas de calor nas zonas urbanas também fazem milhares de vítimas, por ano. Vários estudos têm demonstrado que o arvoredo urbano pode ser uma solução eficaz em termos de custos para ambos estes problemas. 

 Apesar de todos os estudos que documentam os benefícios dos espaços verdes, muitas cidades ainda não veem a ligação entre a saúde dos moradores e a presença de árvores no ambiente urbano. 
Robert McDonald defende a necessidade da cooperação entre diferentes departamentos e a inclusão da natureza nos debates sobre ordenamento urbano. 

“Não é suficiente falar-se apenas das razões que tornam as árvores tão importantes para a saúde. Temos de começar a discutir as razões sistemáticas por que é tão difícil para estes sectores interagirem – como o sector florestal pode começar a cooperar com o de saúde pública e como podemos criar ligações financeiras entre os dois”, disse o investigador. 

“A comunicação e a coordenação entre os departamentos de parques, florestas e saúde pública de uma cidade são raras. Quebrar estas barreiras pode revelar novas fontes de financiamento para a plantação e gestão de árvores.” 

O cientista dá como exemplo a cidade de Toronto, onde o departamento de saúde pública trabalhou em conjunto com o florestal para fazer frente à ilha de calor urbano. Como muitos edifícios em Toronto não possuem ar condicionado, os dois departamentos colaboraram de forma a colocarem, estrategicamente, árvores nos bairros onde as pessoas estão particularmente vulneráveis ao calor, devido ao seu estatuto socioeconômico ou idade. 

O relatório diz ainda que o investimento na plantação de novas árvores – ou até na manutenção das existentes – está perpetuamente subfinanciado, mostrando que as cidades norte-americanas estão a gastar menos, em média, no arvoredo do que nas décadas anteriores. Os investigadores estimaram que despender apenas $8 (7€) por pessoa, por ano, numa cidade dos EUA, poderia cobrir o défice de financiamento e travar a perda de árvores urbanas e dos seus potenciais benefícios. 

Outros trabalhos também têm mostrado que o arvoredo urbano tem um valor monetário significativo. Segundo um estudo do Serviço Florestal dos EUA, cada $1 gasto na plantação de árvores tem um retorno de cerca de $5,82 em benefícios públicos.

Num outro estudo, uma equipa de investigadores da Faculdade de Estudos Ambientais da Universidade do Estado de Nova Iorque concluiu que os benefícios das árvores para as megacidades tinham um valor médio anual de 430 milhões de euros (505 milhões de dólares), o equivalente a um milhão por km2 de árvores. Isto deve-se à prestação de serviços como a redução da poluição atmosférica, dos custos associados ao aquecimento e arrefecimento dos edifícios, das emissões de carbono e a retenção da água da chuva. 







segunda-feira, 25 de julho de 2016

Criada célula solar 3D que aproveita o sol em todas as posições

O modelo também é feito com materiais muito mais baratos.




Os cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, EUA, desenvolveram uma célula fotovoltaica 3D, capaz de aproveitar a energia solar independente da posição do sol. A inovação é tão promissora, que os norte-americanos já estão testando o material em estações espaciais.
Além de descartar a necessidade de outros aparelhos mecânicos para movimentar as placas na direção do sol, o modelo também é feito com materiais muito mais baratos. No lugar dos tradicionais: cobre, índio, gálio e selênio, muito mais raros e caros, os pesquisadores usaram: cobre, zinco, estanho e enxofre.
De acordo com os cientistas, a mudança na matéria-prima pode custar até mil vezes menos, tornando-os sistemas fotovoltaicos muito mais atrativos e baratos. No entanto, o processo demandou muitos desafios. “Na fabricação você tem que aquecer estes elementos e um grande problema é que eles evaporam em taxas diferentes. Misturá-los nas proporções desejadas, de modo que a estequiometria seja mantida e os níveis de elétrons sobre os elementos constitutivos se igualem como deveriam, tem sido um desafio”, explicou o engenheiro Jud Ready, principal pesquisador do projeto.
Em declaração oficial, Ready também falou sobre o design das células fotovoltaicas. “Com nosso design 3D, conforme o ângulo do sol aumenta, cresce também a superfície exposta e há mais chances de os fótons entrarem”, comentou. O modelo também eleva as chances de os fótons serem transformados em elétrons e gerarem energia.
A célula será instalada em uma estação espacial norte-americana, onde permanecerá por testes durante seis meses. Depois o sistema volta à Terra para que a equipe avalie o desempenho e eficiência.





sábado, 28 de maio de 2016

Público anda de graça em ônibus a energia solar na Austrália

O país é o primeiro do mundo a colocar nas ruas ônibus movidos à energia solar, que garantem tarifa zero para o serviço.


Enquanto muitos brasileiros sonham com o transporte público gratuito e de qualidade, na Austrália a população já usufrui do benefício.
Além de gratuitos, os ônibus solares possuem wi-fi e ar-condicionado. É ou não é o sonho de qualquer passageiro? Na Austrália, já virou realidade e poderia virar também aqui no Brasil, um dos países com maior incidência solar do mundo.

A ideia foi da empresa Adelaide Connector Bus, uma das maiores companhias de transporte público da cidade de Adelaide. É lá que estão rodando os primeiros ônibus solares da Austrália, equipados no teto com placas fotovoltaicas fornecidas pelo próprio Estado.

Com forte incidência solar, as placas produzem praticamente toda a energia necessária para a locomoção dos ônibus. Os outros 30% vêm dos freios dos veículos, que possuem sistema de frenagem capaz de transformar o impacto dos freios no asfalto em eletricidade.
Desde que começou a rodar, em fevereiro, a frota já percorreu mais de 60 mil quilômetros pelas ruas de Adelaide e evitou a queima de 14 mil litros de diesel na atmosfera.

Assista no vídeo abaixo mais informações sobre o ônibus solar:


terça-feira, 24 de maio de 2016

Novo painel solar transparente

E cada vez mais tecnologia vem surgindo para as diversas possibilidades de geração de energia limpa em conexão com a natureza.


Poderemos aplicar esse painel solar transparente nas janelas dos edifícios gerando uma grande área de captação de energia sem modificar a estrutura visual do empreendimento.

Os painéis tradicionais captam a luz infravermelha pelas tiras fotovoltaicas sobre a placa. Mas a luz captada pelas bactérias é invisível a olho nu, e por isso os painéis ficam transparentes.
Tentativas anteriores de criar painéis solares translúcidos resultaram em produtos que mais parecia vitrais ou vidros fumê, pois necessitavam de sistemas fotovoltaicos embutidos.
Os novos painéis poderiam ser usados em janelas, por exemplo, tornando-se invisíveis sem interferir na decoração ou projeto arquitetônico.
A tecnologia é capaz de converter cerca de 1% da luz que passa através deles em energia, mas seus criadores pretendem aumentar esse número até 5%. O painel mais eficiente do mundo tem aproveitamento de 40%.




sexta-feira, 22 de abril de 2016

Dia da Terra : Entenda como surgiu a data e seu significado


Dia da Terra : Entenda como surgiu a data e seu significado





Dia Internacional da Mãe Terra - é uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2009 para marcar a responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza e a Terra e alcançar um balanço entre economia, sociedade e ambiente.

Contudo, a história dessa comemoração é bem mais antiga. O primeiro Dia Nacional da Terra ocorreu em meio ao movimento hippie americano, em 1970. Se por um lado a música e os jovens eram engajados, de outro os americanos viviam com seus carros com motor V8 e a indústria despejando produtos poluidores com pouco medo de represálias legais.
A ideia de uma data para marcar a luta pelo ambiente veio do senador Gaylord Nelson, após este ver a destruição causada por um grande vazamento de óleo na Califórnia, em 1969. Ele recebeu o apoio do congressista republicano conservador Pete McCloskey e recrutou o estudante de Harvard Denis Hayes como coordenador da campanha.No dia 22 de abril, 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos saíram às ruas para protestar em favor de um planeta mais saudável e sustentável. Milhares de escolas e universidades organizaram manifestações contra a deterioração do ambiente e engrossaram os grupos ambientalistas. Foi um raro momento que juntou até mesmo democratas e republicanos. 
O resultado prático foi a criação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e dos atos do Ar Limpo, Água Limpa e das Espécies Ameaçadas. "Foi uma aposta", lembra o senador, "mas funcionou."

CUIDEMOS BEM DO NOSSO PLANETA.



terça-feira, 1 de dezembro de 2015

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Cadeira de balanço que carrega smartphones ou tablets

Mais uma boa invenção sustentável, utilizando uma forma de energia sustentável bem criativa.

A empresa sueca Micasa Lab desenvolveu um método ambientalmente limpo de carregar celulares. A pessoa senta na cadeira e produz energia ao movimenta-la que pode ser usada recarregar seus dispositivos. Para recarregar completamente um iPad precisa de aproximadamente três horas, mas vale a pena o tempo.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Volkswagen assume a fraude na emissão de poluentes em 11 milhões de veículos.

Quem é que paga a conta agora ?
"Volkswagen admite fraude na emissão de poluentes em 11 milhões de veículos."
Apostamos que uma das estratégias de marketing da empresa agora será focada na "sustentabilidade".....

"Sinto muitíssimo por termos traído a confiança dos clientes".
Foi assim que o principal executivo da Volkswagen no mundo pediu desculpas. Na semana passada, a Agência de Proteção Ambiental americana descobriu que um programa de computador mascarava a emissão de poluentes em quase 500 mil carros movidos a diesel nos Estados Unidos. Agora, foi revelado que o problema atinge 11 milhões de carros em vários países.

Apesar de a Volkswagen ter reservado € 6,5 bilhões para arcar com os custos que a fraude pode gerar entre multas e processos, ainda não é possível calcular com precisão o impacto do problema. A própria companhia já admitiu que este montante pode ser revisto, com consequente mudança na expectativa de lucro em 2015 e anos à frente. Apenas nos Estados Unidos, onde 482 mil automóveis com o problema podem ter sido vendidos, as multas podem chegar a US$ 37,5 mil por unidade, o que resultaria num total de US$ 18 bilhões a pagar. 

Mais informações em:
http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/22722/vw-admite-ter-fraudado-as-emissoes-de-11-milhoes-de-carros

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/09/1684813-volkswagen-cortara-meta-de-lucro-e-separa-65-bi-de-euros-para-escandalo.shtml

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Lançado um livro que pode ser plantado depois de lido.

Talvez não seja tão funcional no que se propõe porque o livro é um bem que pode ser repassado e isso gera uma duração e economia de material na sua produção, porém a mensagem de incentivo com relação à ecologia para as crianças e a experiência pode ser muito válida.

Para produção de papéis e livros, diversas árvores são derrubadas e muitos litros de água são gastos. Com o objetivo de incentivar a sustentabilidade e desenvolver a consciência ambiental, a editora argentina de livros infantis Pequeño Editor publicou um “livro árvore”, em parceira com a agência de publicidade FCB Buenos Aires, o primeiro livro que pode ser plantado após ser lido.

Os exemplares do livro “Meu pai estava na selva” foram feitos a partir de tintas ecológicas e papel reciclado. Os livros possuem sementes de jacarandá, uma árvore ameaçada de extinção, principalmente na Argentina. Quando a criança termina de ler o livro, ela pode plantá-lo e ver o crescimento de uma nova árvore, devolvendo à natureza o que dela foi retirado.
“Quando um projeto tem algo importante a oferecer ao mundo, colaborando com a ecologia, nos faz sentir bem. É o caso deste livro. Não é nem mais nem menos do que um objeto que atinge crianças conscientes sobre o cuidado com a natureza”, disse Tony Waissmann, da FCB Buenos Aires, ao portal AdLatina.
O livro conta uma história cheia de ingenuidade e humor sobre uma viagem na selva equatoriana. As ilustrações são encantadoras.



quinta-feira, 9 de abril de 2015

Barco em forma de jardim criado para filtrar água do mar.

O Physalia é outro projeto criativo que busca melhorar o meio ambiente nas cidades. Criado pelo escritório de arquitetura Vicent Callebaut, essa espécie de embarcação ecológica é um jardim auto-suficiente capaz de navegar com emissão zero e, ainda, ajudar a purificar as águas do mar. A característica de filtro d´água se deve à sua estrutura de aço coberta por alumínio de dióxido de titânio, que reage com os raios ultravioletas, criando um efeito foto-catalisador, que purifica a água poluída por rejeitos químicos industriais e de embarcações. No teto, a Physalia possui painéis fotovoltaicos e, no casco, traz hidro-turbinas que geram energia com o fluxo fluvial. Com isso, a embarcação é capaz de produzir mais energia do que necessita para se locomover. Com nome e design inspirados em uma espécie marítima - a caravela-portuguesa “Physalia Physalis” -, a embarcação também tem fins turísticos, podendo navegar entre os principais rios da Europa, como o Danúbio, Reno e Volga.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Piscina flutuante para despoluir rio em Praga

Boas idéias em prol do meio ambiente sempre irão surgir e são bem vindas.

Durante anos, o Vltava, maior rio da República Checa, que atravessa a capital Praga, sofreu com a poluição. Hoje, são cada vez maiores os esforços para recuperá-lo. Os arquitetos Adrea Kubná e Ondrej Lipensky projetaram até uma piscina flutuante para despoluir as águas do rio.



Uma membrana têxtil que reveste toda a instalação circular removeria partículas de sujeira, bactérias e odores desagradáveis. Depois a água retornaria renovada para o rio. A piscina flutuante serviria como centro recreativo para os moradores da cidade. Capaz de receber até 900 pessoas, a atração contaria com vestiários, saunas, lanchonetes e até cabines individuais para locação.

Durante os meses de inverno, quando as temperaturas chegam fácil aos 15 graus negativos, a atração no Vltalva seria convertida em uma pista de patinação no gelo.

Acontece que faz quase meio século que o rio não congela mais, por causa do aumento nas temperaturas. Para restaurar a tradição, os designers sugerem cobrir a piscina com uma grande placa de madeira, permitindo que uma camada relativamente fina de água possa congelar por cima.





segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Você conhece as piscinas biológicas ?

É um sistema em que é trocado o cloro por uma filtragem que utiliza micro-organismos e plantas. A área fica dividida  em duas partes: área de natação e área de plantas. A divisão é importante, principalmente, para o banhista não mergulhar entre as plantas, que podem conter insetos e girinos.

As plantas são responsáveis por produzirem biomassa, através da fotossíntese, que será consumida pelos micro-organismos. Estes, por sua vez, transformam a matéria orgânica em substâncias inorgânicas (dióxido de carbono, água e sais minerais - nitratos, fosfatos, sulfatos, entre outros) – que são necessárias para o crescimento das plantas e, consequentemente, forma um ciclo de trocas de matéria e energia o aspecto final é de um lago artificial.



As plantas utilizadas neste tipo de instalação são criadas em viveiros por empresas especializadas. As espécies vão purificar a água sempre que liberarem oxigênio, o que ocorre durante o processo de fotossíntese.

Para ter uma piscina deste tipo em casa é preciso contratar os serviços de uma empresa especializada em piscinas biológicas, o que ainda não é muito fácil de encontrar no Brasil. Outra desvantagem é o custo inicial elevado. Em compensação, o investimento para mantê-la é reduzido e o consumidor terá um ambiente totalmente natural e saudável, que não requer o uso de químicos ou cloro.


terça-feira, 5 de março de 2013

Bola de golfe biodegradável


O golf é sem dúvida um dos esportes mais glamurosos que existem, e também um daqueles que utilizam grandes áreas para a sua prática. E nada melhor que tornar o esporte mais verde e sustentável.



É o que propôs a empresa espanhola AlbusGolf ao criar a Ecobioball, uma bolinha de golf atóxica e biodegradável. Ela se dissolve na água em menos de 48 horas e ainda tem comida de peixe em seu interior.
Útil principalmente para aqueles golfistas qu andam com taco meio descalibrado, a bolinha resolve o problema de o esporte ser proibido em áreas próximas à água. Isso porque as bolinhas de plástico normalmente contamiam rios e mares e podem matar animais aquáticos.

Agora, o golf pode ser praticado sem preocupações com o destino das bolinhas.
E claro, livre de golfistas desregulados.

Fonte: Revista Atitude Sustentável

segunda-feira, 4 de março de 2013

Eucalipto arco-íris

Incrível como a natureza sempre nos surpreende......


















O eucalipto arco-íris (Eucalyptus deglupta) é o único representante da família dos eucaliptos encontrado naturalmente no hemisfério norte; possui o tronco revestido por uma fina casca marrom que se desprende conforme a árvore cresce, revelando novas cascas multicoloridas, com cor verde, amarelo, roxo, azul, laranja, rosa, entre outros tons, que se tornam marrons ao amadurecer e se desprendem expondo novas cores, o que faz do tronco um espetáculo mutante, sempre com um novo colorido.



Rainbow Eucalyptus (Eucalyptus deglupta) is the only representative of the family of eucalyptus found naturally in the Northern Hemisphere; it has a trunk covered with a thin brown bark that comes off as the tree grows, revealing new multicolored barks, with green, yellow, purple, blue, orange and pink, among other colors, that turn brown when mature and slough off exposing new colors, which makes the trunk always have a new color.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Produção mundial de carros vai superar 80 milhões




E como vamos fazer com o trânsito e a poluição....












A produção mundial de carros vai bater neste ano a marca de 80 milhões de unidades produzidas. Será a primeira vez que esse patamar será atingido, segundo levantamento feito pela consultoria PwC ( PriceWaterhouseCoopers) divulgado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

A pesquisa foi apresentada na semana passada no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suiça). Em 2012 foram produzidos 78,9 milhões de unidades, estima a PwC.

No Brasil o setor automotivo deve contribuir com 150 mil carros neste ano. Porém, 23% dos empresários dessa indústria apostam no Brasil e nos EUA para crescerem nos próximos 12 meses.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Lago cor-de-rosa

Olá pessoal, mais uma curiosidade desse planeta Terra.

Um lago que tem as suas águas na cor rosa fica no Senegal, a cloração se deve aos altos níveis de sal na água, e fica mais visíveis nas estações secas. Em algumas áreas, a concentração de sal chega a 40 %.
Senegaleses navegam diariamente nas águas do Retba, para coletar o mineral, que depois fica amontoado nas margens do lago. Assim como no Mar Morto, é bem fácil flutuar no Retba, por causa da alta concentração salina.


Segundo Michael Danson, microbiologista da Universidade de Bath, na Inglaterra, a cor é produzida por uma microalga, que se adapta e reproduz em meios com alta concentração de sal.

Elas produzem um pigmento nesse tom que absorve e utiliza a luz solar para criar mais energia, deixando a água em tom rosa - explicou o especialista - Já chegamos a pensar que o Retba e o Mar Morto eram incompatíveis com formas de vida, mas eles são bastante vivos.










quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Estocolmo – Capital da sustentabilidade


A capital da Suécia, Estocolmo, foi eleita a primeira Capital Verde Européia em 2010, no âmbito do projeto "Capital Verde Européia" (Green Capital Awards) promovido pela Comissão Europeia com o objetivo de distinguir anualmente uma cidade européia pelo seu desempenho ambiental e sensibilizar todos os países europeus para as iniciativas tomadas por outras cidades.



Mais de metade da população mundial vive em cidades, e é muito importante conhecer exemplos de boa compatibilização entre urbanismo e desenvolvimento sustentável.
Neste âmbito surge o título de Capital Verde Européia, uma iniciativa UE que visa promover e recompensar o papel das autoridades locais que se destaquem pelo seu nível de exigência nas medidas implementadas para a proteção do ambiente e que se comprometam a alcançar objetivos ambiciosos que visem o desenvolvimento sustentável, e deste modo, possam servir de exemplo e inspiração a outras localidades.

Em 2010, primeiro ano da iniciativa, cabe a Estocolmo o reconhecimento e a partilha de experiências que levaram a cidade a ser classificada como a Capital Verde Européia. Experiências estas que tem como linha de orientação a integração dos aspectos ambientais em todas as medidas tomadas pela administração e o reconhecimento que as cidades não são apenas compostas pelos edifícios, infra-estruturas e pessoas que nelas habitam, mas também pelo ambiente envolvente. De fato, é uma cidade com uma experiência que advém dos meados dos anos setenta do século XX, quando foi implementado o primeiro programa ambiental de Estocolmo.


A capital sueca, conhecida como “a Veneza do Norte”, está localizada na costa do Mar Báltico. Dez por cento da superfície urbana é a água, e os muitos lagos e canais são altamente valorizados para fins recreativos. 
Neste sentido, em 2006, a Câmara Municipal aprovou um plano de proteção da água que estabelece normas para a água mais limpa e métodos através dos quais isso poderia ser conseguido. A meta é que até 2015 toda a água e em torno de Estocolmo satisfaça os requisitos estipulados pela diretiva europeia da água e ao mesmo tempo preservar o valor recreativo dos recursos hídricos.

95% da população de Estocolmo vive a menos de 300 metros de uma zona verde. Este aspecto aumenta a qualidade de vida e a ocupação de tempos livres localmente, através da prática de atividades ao ar livre como a natação, a canoagem, o jogging, por exemplo.
A existência destas zonas verdes contribui ainda para a purificação da água dos lagos e canais, a diminuição do ruído, a captação de C02, o aumento da biodiversidade e a ecologia.

No perímetro da cidade existem ainda 24 praias onde os habitantes de Estocolmo podem banhar-se durante os meses de Verão.
Estocolmo tem pouco menos de 800 000 habitantes, mas com previsão em aumentar rapidamente. A visão holística da Câmara Municipal combina este crescimento com o desenvolvimento sustentável e inclui o objetivo ambicioso de se tornar independente dos combustíveis fósseis até 2050.
A cidade está firmemente decidida a reduzir as suas emissões de carbono. De fato, a quantidade de gases com efeito de estufa emitida por habitante, em Estocolmo, diminuiu em 25% desde 1990, e é 50% inferior à média sueca.
Para este fato é de salientar a utilização generalizada e frequente por 77% da população de uma rede de transportes públicos eficiente, confiável e funcional que, adicionalmente, possui emissões relativamente baixas, dado que o ônibus, o metrô e os automóveis do centro da cidade utilizam combustíveis renováveis (biogás proveniente do tratamento de águas resíduos e resíduos orgânicos) ou energia provenientes de fontes renováveis.
Estocolmo possui ainda 760 km de ciclovias, isso mesmo, uma cidade com 800 000 habitantes e São Paulo com 9 milhões de habitantes tem aproximadamente 80 Kms de ciclovias. Com perspectiva de aumentar, responsáveis pelo aumento em 75% dos ciclistas durante a última década.
Existe ainda a aplicação de pedágios aos veículos para evitar os congestionamentos no centro da cidade durante o dia. O imposto permitiu reduzir o tráfego em 20%, diminuir as emissões em 10-14% (cerca de 30 000 toneladas de CO2) e, consequentemente, aumentar a qualidade do ar entre 2% e 10%.

Numa cidade do norte da Europa, o aquecimento é um aspecto de grande peso na qualidade de vida das populações e no ambiente, pelo que cerca de 69% das   habitações estão ligadas à rede de aquecimento urbana que por sua vez é produzida em 70% por fontes de energia renováveis.
As novas áreas residências em construção na cidade possuem altos padrões ambientais. Um destes projetos, a Stockholm Royal Seaport, é um empreendimento modelo de planificação urbana sustentável, em construção numa zona de terrenos industriais abandonados, que prevê estar totalmente livre de combustíveis fosseis em 2030. É um projeto onde serão desenvolvidas, ensaiadas e apresentadas tecnologias ambientais inovadoras e soluções criativas, que visa converter-se numa referencia mundial de desenvolvimento urbano sustentável.
A cidade dispõe ainda de um excelente sistema de tratamento de resíduos que utiliza métodos inovadores como o transporte por vácuo dos resíduos sólidos.
Dos resíduos produzidos, cerca de 25% é encaminhada para a reciclagem, 73,5% é recuperada para o aquecimento urbano através da incineração e 1,5% recebe tratamento biológico.

Um grande exemplo a ser seguido...