terça-feira, 20 de agosto de 2019

Como o setor empresarial está se adaptando ás mudanças climáticas ?

Nos últimos anos, a principal preocupação das corporações em relação às mudanças climáticas estava relacionada à mitigação - esforços para reduzir a quantidade de emissões produzidas pelos ativos sob sua gestão (como por exemplo centrais elétricas, edifícios, veículos, agricultura entre outras fontes).


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A diversidade de cenários projetados por organismos internacionais de pesquisa sobre os impactos das mudanças climáticas, no entanto, tem demonstrado que seus efeitos podem se tornar riscos diretos para as empresas, especialmente para aquelas que operam em regiões vulneráveis ou em setores intensivos no uso de combustíveis de origem fóssil.

O 5º relatório de avaliação (Fifth Assessment Report - AR5) publicado pelo IPCC em 2014 revela que as mudanças climáticas já são uma problemática atual. Segundo o documento, combinando dados de oceanos e superfície terrestre, a média global de temperatura mostra um aquecimento de 0,85°C no período de 1880 a 2012. Esta variação, apesar de  aparentemente tímida, já é suficiente para provocar diversas mudanças no sistema climático, como o aumento do nível do mar, que entre 1901 e ‘2010 apresentou elevação de 0,19  metros.

De acordo com o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, algumas regiões do Brasil poderão apresentar alterações na temperatura e nos níveis de precipitação com o aquecimento global. Os modelos climáticos regionais apontam riscos de savanização de parte da Amazônia, chuvas intensas e inundações nas áreas costeiras e urbanas das regiões Sul e Sudeste, além de  reduções significativas do potencial de geração hidrelétrica nas regiões Norte, Centro- Oeste e Nordeste.

Neste sentido, no Programa de Mudanças Climáticas Carbon Disclosure Project  (CDP, 2014), 83% das empresas brasileiras relataram a identificação de algum tipo de risco relacionado às mudanças do clima. Apesar disso, a incorporação dos riscos climáticos na gestão empresarial ainda é um desafio, principalmente devido às incertezas das projeções futuras e à natureza de longo prazo dos cenários. Soma-se a isso o fato de que estudos científicos correlacionando mudanças climáticas e seus impactos na indústria são incipientes no país.

A resposta das organizações sobre os efeitos das mudanças climáticas nos seus negócios requer uma estratégia robusta de gestão de riscos. Com este intuito, o presente estudo visa contribuir para a incorporação do fator “clima” no planejamento estratégico das empresas, em especial no processo de gestão de riscos, introduzindo os principais conceitos do tema,  identificando a forma de inserir esta variável nos modelos de gestão existentes, assim como apresentando os tipos de ações de adaptação e as oportunidades que elas representam.


Trecho tirado do E-book “Riscos climáticos: Como o setor Empresarial está se adaptando ?” Cebds.




quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Virada Sustentável 2019 terá extensa programação cultural

Acompanhe nas redes sociais para saber tudo o que vai rolar e já marque na agenda: a Virada Sustentável acontece de 22 a 25 de agosto. 


Venha transformar São Paulo! 

A Virada Sustentável 2019 vem aí repleta de atrações para todos. 

Artes visuais, bem-estar, cinema, dança, fórum com debates e palestras, atividades kids, música e teatro por toda a cidade.

Programação Gratuita.

Durante quatro dias, SP mergulha numa programação incrível, com mais de 600 atrações em 200 espaços diferentes, o evento contará com númeras atividades infantis, vivências zen, rodas de conversa com os temas importantíssimos para a sociedade e, é claro, muitos shows maravilhosos!

Acompanhe nas redes sociais para saber tudo o que vai rolar e já marque na agenda: a Virada Sustentável acontece de 22 a 25 de agosto.

O evento terá Luedji Luna e tributo a Gilberto Gil no Ibira, sessões de cinema ao ar livre no Parque Mário Covas, pintura coletiva no Minhocão, Jazz ao Pôr do Sol no Unibes Cultural e mais uma edição da Rua das 100 Minas na Lapa, que reúne grafiteiras na produção de uma arte coletiva.

Três shows por dia ocupam o Palco do Ibirapuera! No dia 25, às 16h, rola um tributo ao mestre Gilberto Gil. No mesmo dia, às 19h, Luedji Luna apresenta “Um Corpo no Mundo”, disco que traz uma África estendida e ressignificada.

Para acessar a programação completa clique aqui.


Lei de incentivo à Cultura. Realização: Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania e Pátria Amada Brasil e Governo Federal.


terça-feira, 13 de agosto de 2019

Mudanças climáticas e os riscos para os negócios

Os riscos climáticos estão relacionados às alterações físicas de temperatura, pluviosidade, assim como ao aumento na intensidade e frequência de ciclones, furacões e tempestades tropicais. 




Organizações de diversos setores estão sujeitas a pelo menos um destes fatores, tanto pela exposição de seu patrimônio, como de seus trabalhadores e cadeia de valor.
Assim, as mudanças climáticas passam a integrar o rol dos riscos que as organizações precisam avaliar e gerenciar. Os riscos consistem em fatores internos e externos que podem gerar desvios às empresas no alcance de seus objetivos (ABNT, 2009).

O fator “clima” torna-se ainda mais desafiador devido à diversidade de cenários projetados pelos organismos internacionais de pesquisa, que incluem variações na intensidade dos impactos, principalmente em função de indefinidas ações de redução das emissões dos gases de efeito estufa em nível global.

Além das ameaças físicas, as mudanças climáticas poderão influenciar o rumo dos negócios com a chegada de novos fatores de “compliance”, alterações na dinâmica dos mercados, impactos nas comunidades onde estão localizados e perda de credibilidade na ausência ou insuficiência de uma resposta empresarial adequada.

A categorização de riscos climáticos utilizada neste estudo procurou ser abrangente no entanto não há uma classificação consensual, exaustiva e aplicável a todas as organizações. Segundo as orientações de governança corporativa, a “classificação deve ser desenvolvida de acordo com as características de cada organização, contemplando as particularidades da indústria, mercado e setor de atuação” (IBGC, 2007).

Neste complexo cenário, antes do gerenciamento de riscos climáticos, é essencial que as organizações compreendam como as diversas ameaças derivadas do clima podem afetá-las, assim como as relações existentes entre elas. Para isso, será apresentada uma síntese dos principais riscos que as mudanças climáticas representam para as empresas brasileiras, sua cadeia de valor e alguns setores da economia.
Risco físico A exposição da empresa aos riscos físicos relacionados às mudanças climáticas varia de acordo com o setor e o local em que ela opera.

O risco físico se manifesta de forma mais evidente quando relacionado a eventos climáticos extremos, tais como furacões, ciclones e inundações. No longo prazo, os riscos físicos podem estar associados à disponibilidade de água, aumento ou diminuição no grau de precipitação e elevação do nível do mar.

Os impactos relacionados a esses riscos podem incluir danos às propriedades,aumento no valor de seguros e perdas de ativos. No entanto, impactos indiretos também devem ser considerados, como o aumento no preço das commodities, interrupções na operação da cadeia de fornecimento ou impactos sobre funcionários.

Trecho tirado do E-book “Riscos climáticos: Como o setor Empresarial está se adaptando ?” Cebds.

Se você quiser acessar esse e diversos outros E-books sobre Sustentabilidade e Meio Ambiente acesse a nossa biblioteca, deixe o seu e-mail e receba o link de acesso agora:

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Grandes geradores de resíduos irão precisar contratar empresas especializadas na coleta

A contratação de uma empresa de coleta é especializada é uma das preocupações dos grandes geradores, ainda mais que o governo parece direcionar medidas obrigatórias nesse sentido.



No momento de tomar uma decisão, é importante que os gestores entendam que, mais do que uma prestadora de serviços, a empresa de coleta deve ser uma parceira do grande gerador e pode auxiliar em diversas etapas.
Uma busca deverá ser feita para verificar qual o parceiro vai se adequar melhor a sua situação.

Essa questão pode até gerar lucros para empresa geradora de resíduos, contratando uma Consultoria Ambiental que possa  auxiliar na comercialização dos resíduos com valor comercial, esse é um mercado que cresce cada vez mais no Brasil.

Assim como os resíduos gerados por uma empresa não são todos iguais, o serviço de transporte e coleta também tem suas especificidades. Uma delas é o tipo de veículo que deve ser utilizado em cada caso, a empresa terá que disponibilizar os veículos adequados para o transporte, que depende da atividade do gerador.

No processo de gestão de resíduos, alguns equipamentos podem facilitar muito a organização e o manuseio do lixo e dos descartáveis. Caçambas, contêineres e prensa para recicláveis são exemplos de equipamentos que permitem a organização e a redução do volume de resíduo gerado.

Um dos custos que mais encarecem o serviço de coleta é o transporte do resíduo até a área de destinação final, Área de Transbordo e Triagem (ATT), após um processo de triagem, resíduos similares oriundos de diferentes geradores são transferidos para caminhões maiores, onde seguem viagem para sua destinação final. 

Além de pensar em estratégias de gestão de resíduos, os grandes geradores devem ficar atentos à burocracia que envolve o transporte e a destinação final de lixo e recicláveis. Pensar na papelada que envolve a autorização de transporte de resíduos não é tarefa fácil e requer mão de obra especializada.

A correta destinação final de resíduos deve ser uma das preocupações dos grandes geradores, afinal a destinação ilegal de resíduos se caracteriza como crime ambiental. Para evitar esse tipo de problema, é preciso escolher locais de destinação final licenciados e regularizados.

Uma gestão séria de resíduos começa com o processo de identificação do material a ser descartado. Isso envolve, inclusive, o treinamento das equipes internas dos grandes geradores.

Dependendo do tipo de atividade desenvolvida pela empresa e o tipo de resíduo gerado, uma série de licenças e autorizações são necessárias para que os grandes geradores atuem de forma legal.

A contratação de uma Consulturia Ambiental se faz necessária, ajudando-os a buscar as autorizações e licenças necessárias junto aos órgãos competentes, como CETESB, IBAMA e AMLURB.


sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Os 17 ODS – Sustentabilidade

Conheça a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a qual contém o conjunto de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).


Na teoria é muito bonito, mas na prática muita coisa precisa ser feita, não só politicamente, mas a humanidade mudar a sua forma egoísta de pensar completamente, quebrando barreiras econômicas e paradigmas mentais.


"Em setembro de 2015, líderes mundiais reuniram-se na sede da ONU, em Nova York, e decidiram um plano de ação para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir que as pessoas alcancem a paz e a prosperidade.

A Agenda 2030 e os ODS afirmam que para pôr o mundo em um caminho sustentável é urgentemente necessário tomar medidas ousadas e transformadoras. Os ODS constituem uma ambiciosa lista de tarefas para todas as pessoas, em todas as partes, a serem cumpridas até 2030. Se cumprirmos suas metas, seremos a primeira geração a erradicar a pobreza extrema e iremos poupar as gerações futuras dos piores efeitos adversos da mudança do clima."



Os 17 ODS que foram estabelecidos são:

 1: Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.

 2: Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e                     promover a agricultura sustentável.

 3: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.

 4: Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades        de aprendizagem ao longo da vida para todos.

 5: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

 6: Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos.

 7: Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para       a todos.

 8: Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego               pleno e produtivo e trabalho decente para todos.

 9: Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e                      sustentável e fomentar a inovação.

10: Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.

11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e                sustentáveis.

12. Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.

13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos.

14. Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o        desenvolvimento sustentável.

15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir          de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a                degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.

 16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável,                proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes,                        responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o                      desenvolvimento sustentável.


quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Virada Sustentável SP 2019

Acontece entre os dias 22 a 25 de Agosto de 2019 a Virada Sustentável em São Paulo.



A Virada Cultural é um movimento, uma mobilização focada na sustentabilidade, é o maior festival sobre sustentabilidade do Brasil.

A primeira edição aconteceu em 2011 em São Paulo, e já acontece também em diversos outros estados e capitais como Rio de janeiro, Porto Alegre, Salvador, Manaus e outros.

O evento envolve a participação de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, coletivos de cultura, movimentos sociais, equipamentos culturais, empresas, escolas e Universidades entre outros., apresentando uma visão positiva e inspiradora com relação a sustentabilidade em geral, ajudando no impacto social.

O BlogEcovida estará lá participando de diversas atividades e trazendo as informações para vocês, mas não deixem de participar !!!

Confira a programação no link abaixo:








quarta-feira, 7 de agosto de 2019

5 dicas de reciclagem

A prefeitura de Curitiba lançou um vídeo com dicas de reciclagem, para ajudar na vida dos coletores e separadores, pequenas atitudes são muito importantes.




1 – Passar água nas caixas de leite, pois Os resíduos de leite contaminam os outros recicláveis.

2 – Não jogar seringas no lixo comum, as seringas e agulhas são considerados lixo hospitalar.

3 – Colocar óleo de cozinha em garrafas pet, não colocar em potes de vidro, pois podem quebrar e causar ferimentos nos coletores.

4 – separar a comida, o lixo orgânico do lixo reciclável.

5 –Vidros, uma dica é colocar os cacos dentro das caixas de leite,  que ajudam a proteger os coletores evitando cortes.


Siga as dicas ajudando a fazer um mundo mais sustentável.




terça-feira, 6 de agosto de 2019

Coleta de resíduos de grandes geradores: De serviço público para privado

Acontece no dia 14 de Agosto das 09:00 ás 12:30 na FIESP (Paulista) o workshop: Coleta de resíduos de grandes geradores: de serviço público para o privado.


As prefeituras vêm limitando a coleta de resíduos não domiciliares pelos serviços de limpeza urbana cada vez mais.

Essa é uma diretriz da Política Federal de Saneamento Básico, e afeta os estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços usualmente atendidos pelos serviços públicos.

O workshop discutirá os novos regulamentos municipais para estabelecimentos enquadrados como “grandes geradores”, segundo a visão dos principais atores: empresas, municípios, concessionárias de limpeza urbana e gerenciadores privados. Participe.

A participação é gratuita, basta fazer a sua inscrição no site.

14 DE AGOSTO DE 2019
Das 9h00 às 12h30

Prédio da FIESP
Av. Paulista, 1313 – Auditório do 4º andar – São Paulo – SP

Para acessar o evento no facebook clique aqui e faça a sua inscrição.


sexta-feira, 1 de junho de 2018

CONFERÊNCIA DE PRODUÇÃO MAIS LIMPA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS EM SP

São Paulo realizará a 17ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas
e o 2º Fórum Internacional da Mãe Terra

Direitos da Natureza
Evento gratuito será realizado no dia 3 de junho, no Parque Villa Lobos e no dia 4 de junho, na Câmara Municipal de São Paulo
Há 17 anos acontece em São Paulo a Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas, que tem como objetivos intermediar o diálogo entre cidadãos, instituições, iniciativa privada e governo, para aprofundar a discussão sobre os três pilares da sustentabilidade: ambiental, econômico e social e propor políticas públicas e legislações de caráter mais objetivo e resolutivo. Esse evento é fruto da lei de autoria do vereador Gilberto Natalini (PV), que é o proponente e presidente da Conferência.
Neste ano agregou-se à Conferência, o 2º Fórum Internacional da Mãe Terra, organizado pela ONG Mapas, que conta com o apoio da ONU.
Os dois eventos entraram para o calendário da Semana Estadual do Meio Ambiente, em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
A programação da Conferência que acontecerá no dia 4 de junho, na Câmara Municipal de São Paulo, este ano tem como tema: Direitos da Natureza, será aberta por uma mesa diretora, onde autoridades de diversas áreas do governo estadual e municipal e entidades da sociedade civil irão expor ações focadas nas questões de sustentabilidade. A palestra magna será ministrada pelo Secretário de Estado de Meio Ambiente, Mauricio Brusadin. A programação conta com  duas mesas de debate e ainda  com palestras de profissionais da área acadêmica, governamental e sociedade civil e uma mesa inter-religiosa, onde líderes religiosos apresentarão o que as suas crenças realizam com relação ao tema. Na ocasião também será entregue o Prêmio Responsabilidade Sócio Ambiental outorgado pela Câmara Municipal de São Paulo.
No dia 3 de junho, acontecerá o 2º Fórum Internacional da Mãe Terra, no parque Villa Lobos e contará com palestras, oficinas, shows e muito mais.

Para inscrições Clique aqui.


domingo, 15 de outubro de 2017

Plantar árvores nas cidades é medida de saúde pública, diz cientista.

As cidades podem com uma só medida, reduzir a obesidade e a depressão, aumentar a produtividade e o bem-estar e diminuir a incidência de asma e doenças cardíacas nos seus habitantes.

As árvores urbanas oferecem todos estes benefícios e muito mais: filtram o ar, ajudando a remover as partículas finas emitidas pelos carros e fábricas, retêm a água da chuva e diminuem as despesas com o aquecimento.

Num novo relatório, realizado pela organização The Nature Conservancy, os cientistas defendem que as árvores urbanas são uma importante estratégia para a melhoria da saúde pública nas cidades, devendo ser financiadas como tal. 

Todos os anos, entre três e quatro milhões de pessoas morrem, em todo o mundo, devido à poluição atmosférica e aos seus impactos na saúde humana. A poluição do ar aumenta o risco de doenças respiratórias crônicas, havendo estudos que a associam ainda às doenças cardiovasculares e ao cancro. As ondas de calor nas zonas urbanas também fazem milhares de vítimas, por ano. Vários estudos têm demonstrado que o arvoredo urbano pode ser uma solução eficaz em termos de custos para ambos estes problemas. 

 Apesar de todos os estudos que documentam os benefícios dos espaços verdes, muitas cidades ainda não veem a ligação entre a saúde dos moradores e a presença de árvores no ambiente urbano. 
Robert McDonald defende a necessidade da cooperação entre diferentes departamentos e a inclusão da natureza nos debates sobre ordenamento urbano. 

“Não é suficiente falar-se apenas das razões que tornam as árvores tão importantes para a saúde. Temos de começar a discutir as razões sistemáticas por que é tão difícil para estes sectores interagirem – como o sector florestal pode começar a cooperar com o de saúde pública e como podemos criar ligações financeiras entre os dois”, disse o investigador. 

“A comunicação e a coordenação entre os departamentos de parques, florestas e saúde pública de uma cidade são raras. Quebrar estas barreiras pode revelar novas fontes de financiamento para a plantação e gestão de árvores.” 

O cientista dá como exemplo a cidade de Toronto, onde o departamento de saúde pública trabalhou em conjunto com o florestal para fazer frente à ilha de calor urbano. Como muitos edifícios em Toronto não possuem ar condicionado, os dois departamentos colaboraram de forma a colocarem, estrategicamente, árvores nos bairros onde as pessoas estão particularmente vulneráveis ao calor, devido ao seu estatuto socioeconômico ou idade. 

O relatório diz ainda que o investimento na plantação de novas árvores – ou até na manutenção das existentes – está perpetuamente subfinanciado, mostrando que as cidades norte-americanas estão a gastar menos, em média, no arvoredo do que nas décadas anteriores. Os investigadores estimaram que despender apenas $8 (7€) por pessoa, por ano, numa cidade dos EUA, poderia cobrir o défice de financiamento e travar a perda de árvores urbanas e dos seus potenciais benefícios. 

Outros trabalhos também têm mostrado que o arvoredo urbano tem um valor monetário significativo. Segundo um estudo do Serviço Florestal dos EUA, cada $1 gasto na plantação de árvores tem um retorno de cerca de $5,82 em benefícios públicos.

Num outro estudo, uma equipa de investigadores da Faculdade de Estudos Ambientais da Universidade do Estado de Nova Iorque concluiu que os benefícios das árvores para as megacidades tinham um valor médio anual de 430 milhões de euros (505 milhões de dólares), o equivalente a um milhão por km2 de árvores. Isto deve-se à prestação de serviços como a redução da poluição atmosférica, dos custos associados ao aquecimento e arrefecimento dos edifícios, das emissões de carbono e a retenção da água da chuva. 







quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

E Book sobre Energia Solar

Você sabia que estamos vivendo uma revolução solar no âmbito energético? Está na hora de todos fazermos parte dessa realidade!

Baixei esse E Book grátis com ótimas informações sobre energia solar, vale a pena, participe !

E-Book gratuito - O crescimento da energia solar e seu impacto pelo mundo.

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sábado, 27 de agosto de 2016

Virada Sustentável São Paulo 2016

Acontece agora nos dias 25,26,27 e 28 de Agosto a Virada Sustentável em São Paulo.

A Virada Sustentável é um movimento de mobilização colaborativa em prol da sustentabilidade e organiza o maior festival do tema do Brasil. Começou em São Paulo e já realizou outros festivais em Manaus, Valinhos e Porto Alegre.

Envolve articulação e participação direta de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, coletivos de cultura, movimentos sociais, equipamentos culturais, empresas, escolas e universidades, entre outros, com o objetivo de apresentar uma visão positiva e inspiradora sobre a sustentabilidade e seus diferentes temas para a população.

A concepção da Virada 2016 é baseada nos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, definidos pela ONU, que são também os princípios que regem os projetos realizados pelo grupo.

Esse ano o evento também será realizado em Porto Alegre e Manaus.

Acompanhe a programação no site abaixo:




segunda-feira, 25 de julho de 2016

Criada célula solar 3D que aproveita o sol em todas as posições

O modelo também é feito com materiais muito mais baratos.




Os cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, EUA, desenvolveram uma célula fotovoltaica 3D, capaz de aproveitar a energia solar independente da posição do sol. A inovação é tão promissora, que os norte-americanos já estão testando o material em estações espaciais.
Além de descartar a necessidade de outros aparelhos mecânicos para movimentar as placas na direção do sol, o modelo também é feito com materiais muito mais baratos. No lugar dos tradicionais: cobre, índio, gálio e selênio, muito mais raros e caros, os pesquisadores usaram: cobre, zinco, estanho e enxofre.
De acordo com os cientistas, a mudança na matéria-prima pode custar até mil vezes menos, tornando-os sistemas fotovoltaicos muito mais atrativos e baratos. No entanto, o processo demandou muitos desafios. “Na fabricação você tem que aquecer estes elementos e um grande problema é que eles evaporam em taxas diferentes. Misturá-los nas proporções desejadas, de modo que a estequiometria seja mantida e os níveis de elétrons sobre os elementos constitutivos se igualem como deveriam, tem sido um desafio”, explicou o engenheiro Jud Ready, principal pesquisador do projeto.
Em declaração oficial, Ready também falou sobre o design das células fotovoltaicas. “Com nosso design 3D, conforme o ângulo do sol aumenta, cresce também a superfície exposta e há mais chances de os fótons entrarem”, comentou. O modelo também eleva as chances de os fótons serem transformados em elétrons e gerarem energia.
A célula será instalada em uma estação espacial norte-americana, onde permanecerá por testes durante seis meses. Depois o sistema volta à Terra para que a equipe avalie o desempenho e eficiência.





quarta-feira, 1 de junho de 2016

Curso Grátis Meio Ambiente e Serviço Social

O assistente social pode, por meio da intervenção e mediação, trabalhar nessa área relativamente nova para a profissão.


O processo de desenvolvimento da humanidade implicou em inúmeros impactos ambientais que tem como consequência indicadores de má qualidade de vida e de riscos à população. Uma das alternativas para isso é o estudo do meio ambiente e o serviço social, a qual tem objetivos em consonância com os princípios e diretrizes da profissão de Serviço Social, podendo desta forma se aliar para trabalharem em conjunto. Compreende que o debate é de fundamental importância para a formação e atuação profissional do Assistente Social, na medida em que as problemáticas resultantes da questão ambiental refratam em nosso objeto de intervenção.

Este Curso tem carga horária de 60h/a 
Com o seguinte conteúdo programático:

Lição 01: Introdução
Lição 02: A Economia e a Crise Ambiental
Lição 03: A Questão Ambiental
Lição 04: A Ética Ambiental e o Debate Histórico do Meio Natural
Lição 05: O Serviço Social e a Educação Ambiental
Lição 06: Desafios e Perspectivas no Serviço Social e o Meio Ambiente
Lição 07: Conclusão
Lição 08: Referências Bibliográficas

O instituto Indesfor disponibiliza esse curso.

Para fazer a inscrição clique aqui. 

terça-feira, 31 de maio de 2016

Download gratuito Programa de Capacitação em Compras Sustentáveis

O engajamento de fornecedores na gestão de sustentabilidade é hoje um imperativo dos negócios e suas vantagens são inúmeras.



Promovendo a Sustentabilidade na Cadeia de Suprimentos.

Com a globalização e expansão de mercados, o grau de complexidade da gestão e monitoramento de fornecedores aumentou substancialmente. As transações envolvendo suprimentos estão cada vez mais vulneráveis a catástrofes naturais, conflitos civis, conflitos culturais e legais, explorações indevidas e muitos outros riscos comuns. Em alguns casos, cadeias de suprimento podem ser assustadoramente frágeis.

Além de redução de custos operacionais, uma melhor gestão da sustentabilidade na cadeia de suprimento pode melhorar a eficiência operacional, o relacionamento com o fornecedor, mitigar riscos, fortalecer a imagem da empresa e contribuir para o desenvolvimento da comunidade local. 

Sustentabilidade é imperativo para os negócios.

Uma publicação CEBDS - Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável 

Para acessar o Programa de Capacitação em Compras Sustentáveis Clique aqui.

Para acessar o Manual de compras sustentáveis Clique aqui.

Para acessar a nossa Biblioteca completa Clique aqui.


 

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Sabesp testa nova tecnologia movida a energia eólica com economia anual superior a R$ 100 mil.

A Estação Elevatória de Água (EEA) de Sapopemba (SP) poderá se tornar a pioneira da Sabesp no uso de energia eólica (renovável).




A estação já recebeu a instalação de um anemômetro​, aparelho que mede a velocidade dos ventos, que já apontou que o local está apto para receber as duas turbinas de vento. 
Com essa tecnologia, advinda da Itália, a estação elevatória, que consome cerca de 100 mil kW.h/ano, poderá ter uma economia anual superior a R$ 100 mil, além de torna-la autossuficiente na geração de energia. 

As instalações das turbinas verticais são inovadoras e compactas. Este tipo de modelo é mais específico e adequado para áreas urbanas, pois possuem melhor eficiência em ventos turbulentos. No Brasil, as turbinas horizontais são mais comuns, porém são inviáveis por ocupar muito espaço.
A unidade de negócio Centro da Sabesp, criadora do projeto piloto, informa que a energia gerada será interligada à rede da concessionária (sistema on-grid). 

Outra alternativa a ser avaliada, é o sistema híbrido, ou seja, eólico e solar, visto que um complementa o outro. Enquanto estiver ventando bastante, o aproveitamento será do eólico e nos dias de muito sol e pouco vento, utilizaria-se o sistema solar.

A Sabesp aguarda a conclusão dos estudos de viabilidade técnica e financeira para dar sequência ao projeto. Contudo, a ideia é levar essa tecnologia para outras unidades da companhia, como estações de tratamento ou elevatórias de água e esgotos, reservatórios, entre outros. 
Atualmente, a EEA Sapopemba é responsável por abastecer mais de 19 mil habitantes dos bairros da Fazenda da Juta, Parque Santa Madalena, Jardim Adutora e Jardim Sapopemba.



sábado, 28 de maio de 2016

Público anda de graça em ônibus a energia solar na Austrália

O país é o primeiro do mundo a colocar nas ruas ônibus movidos à energia solar, que garantem tarifa zero para o serviço.


Enquanto muitos brasileiros sonham com o transporte público gratuito e de qualidade, na Austrália a população já usufrui do benefício.
Além de gratuitos, os ônibus solares possuem wi-fi e ar-condicionado. É ou não é o sonho de qualquer passageiro? Na Austrália, já virou realidade e poderia virar também aqui no Brasil, um dos países com maior incidência solar do mundo.

A ideia foi da empresa Adelaide Connector Bus, uma das maiores companhias de transporte público da cidade de Adelaide. É lá que estão rodando os primeiros ônibus solares da Austrália, equipados no teto com placas fotovoltaicas fornecidas pelo próprio Estado.

Com forte incidência solar, as placas produzem praticamente toda a energia necessária para a locomoção dos ônibus. Os outros 30% vêm dos freios dos veículos, que possuem sistema de frenagem capaz de transformar o impacto dos freios no asfalto em eletricidade.
Desde que começou a rodar, em fevereiro, a frota já percorreu mais de 60 mil quilômetros pelas ruas de Adelaide e evitou a queima de 14 mil litros de diesel na atmosfera.

Assista no vídeo abaixo mais informações sobre o ônibus solar:


sexta-feira, 27 de maio de 2016

Download gratuito manual de compras sustentáveis

Sabemos da importância de aliar ao processo de compras critérios capazes de incorporar, além do melhor retorno financeiro, o melhor retorno ambiental e social


Os benefícios de se realizar compras mais sustentáveis nos setores público e
privado já demonstraram porque precisamos adotar novos critérios de homologação e seleção de fornecedores. A contribuição deste manual, ao criar uma metodologia capaz de atender aos mais variados segmentos, é sair do “por quê” para o “como”, oferecendo ao profissional da área de Compras uma ferramenta capaz de incorporar critérios de sustentabilidade relevantes para a
empresa na seleção de seus fornecedores.

Na expectativa de um avanço significativo na incorporação da sustentabilidade nas práticas de compras das empresas que atuam no Brasil, o Manual orienta o comprador sobre a necessidade de adotar uma visão sistêmica e uma comunicação transparente, tanto internamente, com as áreas dedicadas ao tema, quanto com seus fornecedores e clientes. O presente Manual apresenta uma metodologia aberta e personalizável, para que cada companhia possa adaptá-la da maneira que faça mais sentido ao seu negócio.


Para fazer o download gratuito clique aqui.



Série de vídeos sobre eficiência energética em edificações

Série de 8 vídeos do  Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente apresentam maneiras eficazes de reduzir o consumo de energia 



Entre outras coisas a série demonstra a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia e o Projetee.
Está em formato de pequenas entrevistas e demonstração das reuniões com os envolvidos nos projetos e está muito bem produzida.

Os seis primeiros vídeos tratam do funcionamento da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), uma classificação de edifícios segundo a eficácia dos sistemas de iluminação, ar condicionado e o exterior do prédio. No Brasil, o setor de edificações representa 40% do total de eletricidade consumida no país.

Já o sétimo vídeo é relacionado ao Projetee, uma ferramenta voltada para universitários e projetistas iniciantes que fornece orientações para projetos de edificações energicamente eficientes. O último vídeo da série é sobre o aquecimento solar da água.

A PNUD e o Governo Federal, além disso, também estão desenvolvendo o projeto Transformação do Mercado de Eficiência Energética no Brasil (Projeto 3E), que busca influenciar o mercado de eficiência energética em edificações comerciais e públicas, estimulando a economia de eletricidade e a redução de emissões dos gases de efeito estufa.

Um dos ramos do projeto é a capacitação em etiquetagem - classificação do nível de eficiência energética dos edifícios - para os setores público e privado. A metodologia de categorização é diferente de acordo com a destinação do prédio: público, privado ou residencial. Além disso, pode ocorrer em dois momentos: na fase de projeto ou após a construção do edifício.

Assista o primeiro episódio no vídeo abaixo e os demais estão na playlist do canal.