A Construção Sustentável faz uso de ECOMATERIAIS e de soluções tecnológicas e inteligentes para promover o bom uso e a economia de recursos finitos (água e energia elétrica), a redução da poluição e a melhoria da qualidade do ar no ambiente interno e o conforto de seus moradores e usuários. Esse tipo de construção nunca é intuitiva. Mesmo quando emprega produtos ou processos artesanais (por ex.paredes de adobe ou taipa de pilão), o faz conscientemente, buscando o sucesso ambiental integral da obra, e não apenas uma construção.
Trata-se de um modelo diferente da Construção Ecológica ou Natural, que grosso modo, pode ser definida como aquela que permite a integração entre homem e natureza, com um mínimo de alteração e impactos sobre o meio ambiente. A construção ecológica, à maneira das habitações de outros seres vivos (castores, abelhas, formigas), usa recursos naturais locais de maneira integrada ao meio e, quase sempre, instintiva e intuitivamente. É o caso das habitações indígenas, das construções de terra pré-islâmicas nos países árabes e dos iglus, dos esquimós. Esse tipo de habitação que ainda responde por mais da metade das habitações no planeta é praticamente impraticável nos modernos centros urbanos, onde a heterogeneidade de povos, culturas, o estilo de vida e produção exigem materiais oriundos de lugares distantes e uma construção civil executada por profissionais da área.
Como denominador comum, a construção sustentável e ecológica têm o fato de gerarem habitações que preservem o meio ambiente e de buscarem soluções locais para problemas por elas mesmos criados. A Construção Sustentável difere da Ecológica por ser produto da moderna sociedade tecnológica, utilizando ou não materiais naturais e produtos provenientes da reciclagem de resíduos gerados pelo seu próprio modo de vida.
O empreendimento
mais do que simplesmente favorável à natureza, tem que estar enquadrado no conceito
de sustentabilidade, é preciso que ele esteja enquadrado em alguns parâmetros básicos.
São eles: Ser
ecologicamente correto; ser economicamente viável; ser socialmente justo e ser culturalmente
aceito.
Assim empreendimentos
que se baseiem nessas premissas e que estejam enquadrados no conceito de sustentabilidade
devem ser capazes de impactar positivamente os grupos humanos por ele afetados;
imediatamente e no futuro. Através da interligação entre esses empreendimentos e
a qualidade de vida das pessoas afetadas por eles, podem ser observadas através
do uso racional dos recursos ambientais e como tratar todos resíduos de correntes
da implantação do referido empreendimento sustentável.
Os setores de
edificações residenciais e comerciais consomem 43% de energia elétrica no Brasil.
Em pesquisa de
campo, 20% a 30% da energia consumida seriam suficientes para o funcionamento da
edificação; 30% a 50% da energia consumida são desperdiçados por falta de controles
adequados da instalação, por falta de manutenção e também por mau uso; 25% a 45%
da energias são consumidos indevidamente por má orientação da edificação e por desenho
inadequado de suas fachadas e ainda um mesmo projeto de edificação em locais diferentes,
pode provocar aumento de até 80% da demanda de energia elétrica.
É
interessante notar esses dados referentes ao mal uso da energia, porque além de
atentarmos para um projeto que minimize o consume de energia também devemos
reavaliar as formas de uso da mesma.
Acompanhe o
nosso Blog com as dicas sobre sustentabilidade na construção civil.
O congresso começa hoje e acontece de maneira gratuita e online do dia
05 a 11 de outubro, o objetivo é fazer com que práticas benéficas ao meio
ambiente sejam comuns em construções por todo o mundo.
O CONEECO é o 1º Congresso Online de Eficiência Ecológica onde
grandes especialistas em construções sustentáveis estarão reunidos para
unir conhecimentos, transmitir e difundir boas práticas de sustentabilidade na
construção civil.
Para saber a programação e
se inscrever acesso o link abaixo:
A presidente do Brasil discursos na Cúpula das Nações Unidas
para o desenvolvimento sustentável de 2015.
A
presidenteDilma Rousseffafirmou neste domingo (27), na Cúpula daONUsobre Desenvolvimento Sustentável, que o Brasil tem a meta de reduzir em
43% a emissão de gases do efeito estufa até 2030. O ano base, segundo ela, é
2005.
Ela ainda disse
que outra meta é zerar desmatamento ilegal até 2030.
O que é muito
pouco de trabalho efetivo nesse sentido, teremos que conviver com esse crime ambiental por muito tempo. O Brasil
é o único país no mundo de renda média que convive com uma alta taxa de
desmatamento e com muita ilegalidade.
E na entrevista coletiva que a presidente concedeu após
o discurso, se mostrou muito “desinformada” sobre a questão da energia solar,
citando que ainda não existe possibilidade de substituir boa parte da geração
da energia por hidrelétricas, será mesmo só desinformação ou os interesses
nocivos que já conhecemos ? (Resumo da entrevista no final do texto)
Para Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório
do Clima, o anúncio é uma indicação positiva, mas ainda com um grau de ambição
insuficiente. "Se comparar com outros países que são grandes emissores, o
Brasil é um dos que está se propondo a fazer mais. Mas se comparar com o que o
país tem de potencial de redução de emissões, com a nossa responsabilidade e
com a urgência, poderíamos ser mais ambiciosos", afirmou.
Levando em conta que o total de emissões em 2005 foi de 2,03 bilhões de
toneladas de CO2 equivalente, a meta representaria emitir 1,28 bilhões de
toneladas em 2025 e 1,15 bilhões de toneladas em 2030.
Combate ao desmatamento
A presidente também detalhou metas do país no combate ao
desmatamento e no reflorestamento de áreas degradadas.
"Até 2020, o Brasil pretende: primeiro, o fim do
desmatamento ilegal no país. Segundo, a restauração e o reflorestamento de 12
milhões de hectares. Terceiro, a recuperação de 15 milhões de hectares de
pastagens degradas. Quarto, a integração de 5 milhões de hectares de
lavoura-pecuária-floresta", disse a presidente.
Para Rittl, limitar a meta ao fim do desmatamento ilegal
é um ponto preocupante do anúncio. "Significa que teremos que conviver com
esse crime ambiental por muito tempo. O Brasil é o único país no mundo de renda
média que convive com uma alta taxa de desmatamento e com muita
ilegalidade."
Ele lembra que 15 estados brasileiros que tem Mata
Atlântica se comprometeram a zerar o desmatamento ilegal em 2018, muito antes
do que o governo federal se propõe a fazer no âmbito nacional.
Fontes renováveis
No discurso, Dilma citou também metas do Brasil para a
área de energia. Um dos objetivos, segundo ela, é estabelecer um limite de 45%
de fontes renováveis no total da matriz energética.
"Na área de energia, também temos objetivos
ambiciosos. Primeiro, a garantia de 45% de fontes renováveis no total da matriz
energética [...] Segundo, a participação de 66% da fonte hídrica na geração de
eletricidade. Terceiro, a participação de 23% das fontes renováveis, eólica,
solar e biomassa, na geração de energia elétrica. Quarto, o aumento de cerca de
10% na eficiência elétrica.Quinto, a participação de 16% de etanol carburante e
demais fontes derivadas da cana-de-açúcar no total da matriz energética",
detalhou a presidente.
"As adaptações necessárias frente à mudança do
clima estão sendo acompanhadas por transformações importantes nas áreas de uso
da terra e florestas, agropecuária, energia, padrões de produção e
consumo", continuou Dilma. "O Brasil assim contribui decisivamente
para que o mundo possa atender às recomendações do painel de mudança do clima,
que estabelece limite máximo de 2°C de aumento de temperatura neste nosso
século", concluiu a presidente.
Hidrelétricas Após o discurso, a presidente deu entrevista coletiva
para explicar as metas do Brasil para o meio ambiente. Ao ser questionada sobre
problemas na construção das hidrelétricas de Belo Monte e de entraves para o
leilão da usina de São Luiz do Tapajós, que enfrenta resistência de povos
indígena, Dilma disse que o Brasil não está pronto "ainda" para abrir
mão da energia de hidrelétricas. Ela admitiu falhas, mas enfatizou que elas não
farão o governo desistir de conciliar geração de energia com preservação
ambiental.
“O Brasil não pode abrir mão da hidreletricidade ainda.
Ele abrirá quando ele ocupar o potencial que ele tem para ocupar. Ele terá de
abrir e aí nós estaremos diante dos mesmos desafios que os países desenvolvidos
estão, colocar o que no lugar? Tem gente que coloca no lugar as fontes físseis
[como as de material nuclear]. Eu espero que até lá tenham desenvolvido mais
tanto a solar quanto a eólica”, disse a presidente.
"Nós temos feito um imenso esforço para
compatibilizar a geração de energia com a preservação ambiental. Tem
falha? Ah, não tenha dúvida que tem, mas o fato de ter falhas não
significa que a gente vai destruir esse processo, pelo contrário, a gente tem
de reconhecê-las e melhorar. Agora, não se iluda, tem falhas em qualquer
construção de qualquer projeto", concluiu Dilma.